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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Árvore de natal Bradesco Seguros

Foi inaugurada no último sábado, dia 4, a árvore de natal da Bradesco Seguros. O evento, que já conta com 15 edições, faz parte de um dos maiores da cidade do Rio de Janeiro, junto com o carnaval e o ano novo.

A árvore, que chega a 82 metros de altura, é considerada pelo Guiness Book a maior do mundo na categoria flutuante. Este ano, foram utilizadas 2,8 milhões de microlâmpadas e 26 mil metros de mangueiras luminosas. Para complementar o espetáculo de cores e luzes, quatro canhões de luz, com alcance de4km, foram instalados na base da árvore, para iluminar o céu.

O tema da atual edição foi "Uma história de reencontros", nome alusivo às recordações das demais edições, que estiveram presentes durante todo o show. A proposta foi juntar o melhor de todas as outras 14 edições, os melhores shows e as imagens marcantes da árvore. A mistura deu certo. O que se pôde conferir foi uma mesclagem de tudo o que o evento já apresentou de melhor com um toque inovador e muita criatividade. Quem assina como diretor geral do espetáculo é Maurício Tavares.

O show de inauguração foi liderado pelo ator, que atuou como mestre de cerimônia, Edson Celulari. Os artistas Simone, Ivan Linz e Milton Nascimento ficaram por conta das apresentações musicais. O público pode conferir ainda a tradicional valsa interpretada pelos mestres da dança Ana Botafogo e Carlinhos de Jesus, que também foi o coreógrafo de todo o evento. As participações da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e do Coral da Fundação Bradesco complementaram o arranjo musical do evento.

O show pirotécnico manteve o público com os olhos no céu durante sete minutos. A inovação deste ano foi a sincronia entre a queima dos fogos com a trilha sonora, o que garantiu um espetáculo inesquecível. Quem não pôde ir até a Lagoa Rodrigo de Freitas, local aonde a árvore é instalada em todas as suas edições, teve a opção de assistir à inauguração ao vivo, no site oficial do evento.



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Natal em vitrines


O natal já chegou. Se você ainda têm dúvidas quanto a isso e acha que ainda faltam mais de duas semanas para a comemoração da data, basta olhar para os lados e perceber as luzes, os enfeites, as promoções. Tudo indicando que o natal está aí, batendo na sua porta. Você pode insistir que não, que a ceia, a festa só se realizará no dia 24. Eu te pergunto: meu amigo, você ainda acha que o natal é isso?

De uns tempos pra cá o menor sinônimo do natal tem sido a data em si. O natal começa ainda no fim de novembro, com a fome, a sede absurda por consumo. As lojas se preparam antecipadamente, é fácil perceber o aquecimento do comércio, a expectativa pelas compras. É, esse tem sido o verdadeiro espírito do natal.

Todo ano é a mesma coisa, as notícias anunciam o crescimento das vendas, o aumento no lucro, os contratados temporariamente nas grandes lojas para ajudar a cumprir a demanda. Enquanto aqueles, ainda iludidos, tentam escrever sobre a diminuição da união, o vazio do consumismo, a falta de magia do natal.

Ah e tem a festa de comemoração. Comida, bebida, conversa, risos, música alta. E o sentimento de vazio, de esperar tanto pelo natal, por aquele momento mágico de união, paz e amor que vemos nos filmes e perceber que na verdade não é nada disso.

Na verdade se esquecem do verdadeiro propósito do natal. Não, ele não foi criado para aquecer o comércio e quadruplicar os lucros. Como diziam antigamente, em algum tempo remoto guardado na lembrança: natal é tempo de renovação, celebração da vida, da família, da união, e, principalmente, do nascimento de Jesus.

Sem o verdadeiro espírito do natal, sem a magia, a esperança e o sentimento de gratidão, comemoram o que? As compras? Os presentes? A fartura? Ou lamentam a falta dela? Se esquecem de agradecer pela grande dádiva da vida e só sabem reclamar por não terem ganho o tão esperado video-game de última geração.

E você? Quanto está pagando pelo seu natal esse ano? Por quanto está vendendo a sua festa? Já garantiu a sua ceia farta, com comidas típicas a preços absurdos? Já comprou todos os presentes que você é obrigado a dar se não quiser chegar de mãos vazias na grande festa de comemoração?

O natal está a venda! Garanta já o seu!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Google Earth mostra os impactos do aquecimento global

Enquanto os representantes de 193 países + União Europeia estão em Cancún, na COP16 – Conferência da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, quebrando a cabeça para assinar um acordo que leve à desaceleração efetiva do aquecimento global, o Planeta Sustentável pergunta pra você: o que significaria esse aquecimento rápido da Terra? Que conseqüências ele traria para a nossa vida e a vida dos nossos filhos e netos?

Uma série de projetos do Google Earth mostram direitinho tudo que pode acontecer. A partir de arquivos .kmz (que podem ser baixados e executados pelo programa), é possível ver:

- o derretimento da Groelândia de 1980 até 2007;
- as emissões de CO2 de 2005 em cada país;
- o que ocorrerá em Bangladesh (na Ásia) caso o nível do mar suba 1, 2, 3, 4 metros; as projeções de precipitação de chuva caso as emissões de carbono continuem aumentando;
- as projeções de expansão da dengue pelo globo…
É assustador ver o quanto o planeta mudou (e pode mudar) devido ao aumento da temperatura.

Uma apresentação em vídeo (um pouco longa, mas bastante interessante) mostra alguns desses dados. Narrada pelo ex-secretário-geral da ONU e Prêmio Nobel da Paz em 2001, Kofi Annan, a apresentação foi preparada especialmente para a COP16.

Assista a outros tours climáticos e também baixe as apresentações em .kmz para observar as consequências das mudanças climáticas. Também dá pra criar as próprias apresentações utilizando a base de dados do Google Earth.

Google punirá na web empresas que tratarem mal seus clientes

Ilustração do The New York Times sobre o Google
Ilustração do 'The New York Times' sobre o Google.
(Foto: Reprodução/The New York Times)

O Google anunciou na quarta-feira (1) que desenvolveu um novo algoritmo que penaliza, automaticamente em seu sistema de buscas, as empresas que tratam mal seus clientes.

A decisão é uma reposta a uma reportagem do jornal americano “The New York Times”. Segundo a matéria, uma empresa conseguiria registrar ascensão nas buscas do Google impulsionada pelo elevado número de críticas negativas.

“A principal premissa da reportagem foi de mostrar que ser mau na internet pode ser bom para o negócio”, explicou o engenheiro-chefe do Google, Amit Singhal. Ele acrescentou que sua equipe se “horrorizou” ao conhecer a história. O jornal relatou que as queixas dos usuários na web favoreciam a visibilidade das companhias no Google, uma notoriedade que atraía novos clientes.

A modificação, que foi qualificada de “solução inicial”, prejudica a posição no ranking do Google de companhias citadas na reportagem, assim como a de outras “centenas” que, na opinião da empresa, “oferecem aos usuários uma experiência extremamente pobre”.

A empáfia cega a mídia

O antropólogo Luiz Eduardo Soares, um dos nossos maiores especialistas em matéria de segurança, usou três vezes na última semana a expressão "ilusão de maniqueísmo" (e equivalentes) que os neocríticos da mídia repetiram, repetiram, mas não entenderam.

A primeira vez foi num texto postado em seu blog na quinta-feira, dia 25/11, quando ainda estava em curso o assalto à Vila Cruzeiro (comentado neste Observatório). Dias depois no Roda Viva (segunda, 29/11, da TV Cultura) e, finalmente, em entrevista à Folha de S.Paulo (2/12, pág. C-4).

É evidente que ex-secretário nacional de Segurança Pública está provocando a mídia a escapar da bipolaridade da cobertura porque para ele, além dos agentes do Estado e dos criminosos, há outros players – muito mais importantes e mais perigosos – que os noticiaristas não conseguem perceber.

Tanto em Elite da Tropa 2 que serviu de suporte ao filme Tropa de Elite 2 como nesses pronunciamentos, Soares quer empurrar a imprensa para assumir uma posição de cobrança no lugar de apenas entusiasmar-se com o inédito sucesso operacional dos últimos dias. Como não faz política, ele não pode cobrar das autoridades uma ação mais abrangente contra a banda podre da polícia, as milícias e principalmente contra o poderoso esquema internacional de lavagem de dinheiro que financia e mantém o comércio de drogas e armas.

Os chefões das favelas cariocas são apenas os intermediários, "pés-de-chinelo", que mandam matar e morrem. Os financiadores estão em lugar seguro, em outros estados principalmente São Paulo e Paraná, vivendo como nababos.

Esquema incólume

O jornal Valor Econômico na primeira página de quinta-feira (2/12) oferece uma chave para entender a sutil insistência de Luiz Eduardo Soares na condenação do "maniqueísmo". Sem entrar em detalhes, por óbvias razões, o jornal de economia e negócios revelou a existência do sofisticadíssimo Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) junto à polícia do Rio e apontou a prisão da companheira do traficante Polegar como resultado do trabalho de investigação.

Cortina de fumaça: Viviane Sampaio da Silva é fichinha, há poderosos chefões que ainda não apareceram.

E por que ainda não apareceram nem estão atrás das grades? Aqui entra a pregação de Soares contra a corrupção policial. O trabalho do LAB-LD já poderia ter rendido prisões espetaculares. Além da perda de território, os narcoterroristas poderiam a esta altura estar à míngua e o seu negócio destroçado.

O esquema de lavagem de dinheiro que mantém o narcotráfico está incólume. Por que não foi desmantelado? É esta a pergunta-mensagem que Soares quer passar à mídia e esta não consegue entender – muito menos converter em matéria jornalística.

Hamlet, com tantas dúvidas, soube perceber que havia algo de podre no reino da Dinamarca. Tão sabida, nossa mídia não desconfia, não vê e não sente o cheiro da corrupção. A empáfia não deixa.

Em nome de combater o crime, crimes.

A ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA – AJD, entidade não governamental e sem fins corporativos, fundada em 1991, que tem por finalidade estatutária o respeito absoluto e incondicional aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, em consideração às operações policiais e militares em curso no Rio de Janeiro, vem manifestar preocupação com a escalada da violência, tanto estatal quanto privada, em prejuízo da população que suporta intenso sofrimento.

Para além da constatação do fracasso da política criminal relativamente às drogas ilícitas no país, bem como da violência gerada em razão da opção estatal pelo paradigma bélico no trato de diversas questões sociais que acabam criminalizadas, o Estado ao violar a ordem constitucional, com a defesa pública de execuções sumárias por membros das forças de segurança, a invasão de domicílios e a prisão para averiguação de cidadãos pobres perde a superioridade ética que o distingue do criminoso.

A AJD repudia a naturalização da violência ilegítima como forma de contenção ou extermínio da população indesejada e também com a abordagem dada aos acontecimentos por parcela dos meios de comunicação de massa que, por vezes, desconsidera a complexidade do problema social, como também se mostra distanciada dos valores próprios de uma ordem legal-constitucional.

O monopólio da força do Estado, através de seu aparato policial, não pode se degenerar num Estado Policial que produz repressão sobre parcela da população, estimula a prestação de segurança privada, regular e irregularmente, e dá margem à constituição de grupos variados descomprometidos com a vida, que se denominam esquadrões da morte, mãos brancas, grupos de extermínio, matadores ou milícias.

Por fim, a AJD reafirma que só há atuação legítima do Estado, reserva da razão, quando fiel à Constituição da República.