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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Alunos da ECO propõem aplicativo para Smatphones

Seezzle.
Já ouviu falar dele? Aposto que não. Esse é o mais novo aplicativo criado pelos alunos do Laboratório de Web Comunicação, idealizado pela professora Cristina Rego Monteiro e ministrado por Jonas Póvoa, João Paulo Nogueira, Diogo Carraresi e Alexandre Leite.

A ideia principal do Seezzle é ser uma rede social colaborativa que funcionará como um localizador de celebridades, em que os usuários postam onde a celebridade está, reduzindo assim, a distância entre fãs e ídolos. O modelo segue um padrão da web hoje, com usuários cadastrados com login e senha, perfis online e até medição da confiabilidade do usuário, para que assim, se possa medir o nível de veracidade da informação postada.

"A ideia surgiu a partir da identificação de uma deficiência no 4 Square, uma ferramenta em que as pessoas informam onde estão, com isso pensamos em elaborar algo que pudesse ser de interesse social, surgiu então o Seezzle", disse Igor de Matos, um dos idealizadores do projeto. Para ele, o Seezzle já está prestes a entrar no mercado:

"Precisamos de um programador e de pessoas que façam a parte técnológica, porque na idealização do projeto e nos processos comunicacionais já estamos trabalhando".

O Seezzle vem como uma ferramenta que possibilitará que todos os usuários sejam paparazzi e também dará muita ênfase às celebridades instantâneas, fazendo os seus 15 minutos de fama.

Sobre o espaço gerado pelo laboratório para a criação, Igor afirmou: "O que mais me chamou atenção foi a possibilidade de criarmos um projeto dentro da própria universidade, foi a primeira que me deparei com uma abertura assim".

A professora responsável pelo projeto, Cristina Rego Monteiro está muito feliz com o resultado do laboratório: "Para os alunos é muito bom ter esse espaço de criação, todos os projetos apresentados são muitos bons, mas o Seezzle está pronto, só falta inseri-lo no mercado. Um dos pontos que destaquei para os alunos e que penso em aprimorar para o próximo período é que eles devem criar ferramentas a partir de si próprios e não de um modelo que já exista em seu campo de conhecimento", completou a professora.

Alunos que assistiram a apresentação do projeto estão animados com os resultados gerados: "Queria ter participado desse laboratório. Olha como é interessante o que eles criaram. Com certeza o Seezzle vai emplacar e será muito conhecido", destacou a aluna de Comunicação Social da UFRJ, Hanna Carvalho.

sábado, 3 de julho de 2010

Entrevista: Henrique Antoun e a cibercultura

No contexto da revolução eletrônica locada no ano de 1995 com a difusão da Internet, a Web entra em cena. Uma figura que deixa de ser idealizada para ser concretizada. Um sonho antigo que vem desde as navegações de Marco Pólo no fim do século XVIII: ter o universo aos seus olhos e o contato com as mais variadas culturas do planeta.

Especialista em cibercultura e professor da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ, Henrique Antoun, analisa os impactos sociais e culturais que essa cultura gerou na sociedade. Na organização do livro Web 2.0: participação e vigilância na era da comunicação distribuída, obra de 2008, que concentra textos de diversos estudiosos em cibercultura que demonstram interesse de apresentar o panorama proposto por esta nova cultura que eleva a convergência midiática, que consequentemente provoca sintomas a sociedade.

As noção de comunidades ganham outro significado e se transpõe a barreira do território nacional para alcançar o cenário global propenso a compartilhar experiências em um espaço dedicado a colaboração, pluralidade e assistência. Em breve conversa, os resultados das novas tecnologias, as identidades, as redes sociais foram assuntos da entrevista com Henrique a seguir:

Vinícius Cunha: O que motivou o estudo a ser publicado no livro?

Henrique Antoun: A inspiração veio das transformações do uso da internet. A inserção dela na composição cultural das pessoas, em especial com a chamada web 2.0, com as facilidades participativas e colaborativas dos usuários. A interface da Internet propicia com que a participação da sociedade seja otimizada.

VC: Como a Web 2.0 transformou a participação do usuário?

HA: Houve uma intensificação na demanda participativa. Apenas exercer a passividade na comunicação é coisa do passado. Houve mudanças, em termos culturais, vindas do crescimento desta participação, o que contrasta com a década de 80, em que os consumidores de informação eram passivos. A Web 2.0 aparece em 1999, a partir dos blogs e de outras interfaces como redes sem fios e agregadores, modificando as ferramentas de acolhimento dos usuários na relação com as empresas. A enorme quantidade de aplicativos tornou a comunicação mais interativa, facilitando a vida do usuário a hora da expressão, seja ela concordante ou não.

VC: Como o público exerce a "vigilância participativa" por meio das redes sociais?

HA: Com o passar do tempo a ideia de "público" é deixada de lado em detrimento a figura do "usuário", cuja interferência nos caminhos culturais aprovando ou reprovando informações gera um universo comum que modifica e cria versões diferentes para assuntos e temas. Em torno dos programas que possibilitam essa interação, surge uma cultura opositora àquela anterior, que prezava pelo ideal da massa.Hoje se pode conversar sobre um cultura de participação, que marca a vontade individual de envolvimento.

VC: Como as redes de colaboração alteram o espaço de atuação da cidadania no ambiente da Web 2.0?

HA: O ativismo na Web é presente desde os anos 90 e se mostra como oposição as mídias tradicionais, cujo conteúdo está centrado em mensagens homogêneas, enquanto que as redes sociais por sua colaboração mostra uma cultura plural entre grupos fragmentados, que em conjunto engendra uma unidade na Rede.

O twitter do cinema

O Moovee.me é uma rede social para cinéfilos, um tanto preguiçosos. Ou, como prefirir, cinéfilos sintéticos e sem tempo. Nessa rede social, que pode ser "acomplada" ao twitter, os usuários criam um perfil simples e postam suas resenhas de até 140 caracteres, além de conferir até cinco estrelinhas para cada produção. A ideia é uma "prima vermelha" do twitter (entre no link!), onde você segue os críticos que mais gosta. A interface é bonitona e bem fácil de usar, especialmente para os tuiteiros mais recorrentes, mas não há TT ou hashtags.


Todo cinéfilo que se preze já faz suas pílulas críticas no twitter, mas a graça aqui é reunir todos eles num só ambiente virtual, cercados por rankings dos filmes mais bem cotados. Outras redes sociais cinéfilas, como o Flixter (mais pop) e o The Auteurs (mais cinema-arte, onde se pode até ver alguns clássicos gratuitamente), já tinham o princípio de reunir a trupe interessada em cinema, mas nunca de forma tão rápida e despretenciosa. Era necessário preencher longos questionários sobre gostos pessoais e filmes preferidos, além de submeter resenhas sérias e longas

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Com insucesso em seu lançamento, Microsoft cancela venda de KIN

Dois meses após o lançamento do celular KIN a Microsoft cancela suas vendas e a inserção do produto na Europa. Representantes da companhia afirmaram que a empresa vai focar no Windows Phone 7, deixando de lado um de seus mais recentes produtos.

Criado com foco no público que utiliza redes sociais, o KIN não atendeu às espectativas de venda e mesmo com pouco tempo no mercado já teve seu preço reduzido pela metade.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Facebook e Twitter criam cemitérios de blogs

O link que passo aqui é da The economist, que, baseada numa pesquisa de mercado realizada na Indonésia, alerta para a possível queda do império dos blogs frente à concorrência das novas redes sociais. A pesquisa verificou um deserto de blogs abandonados, sobretudo a partir de maio de 2009 no país. A data coincide com o lançamento da versão indonésia do Facebook.

O número de novos usuários no Blogger e no WordPress, principais sites de postagens, estagnou. Em contrapartida, a febre do Facebook cresceu 67% em relação ao ano passado, enquanto o Twitter marca um aumento de 47% no número de usuários. As redes sociais exponenciam algumas das principais características dos diários virtuais, como ferramentas fáceis para a publicação, interação com os leitores, custo zero e largo alcance. E contam ainda com algumas qualidades particulares, como a possibilidade de se reservar mais privacidade e a adequação perfeita a outros meios, como o celular.

The Economist: An empire gives way (24 de junho de 2010)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dá um autógrafo no meu e-book?

Quanta emoção ao entrar na fila, esperar ansiosamente pelo seu autor favorito, estender o livro para a assinatura. Pois é. Isso tudo pode estar com os dias contados com o progresso do o e-book e de outros tablets no mercado.

O autor Ricardo Hotfstetter lançando seu livro " A Transilvânia é o Catete" resolveu promover no último dia 08/06, uma sessão de autógrafos, mas de uma maneira totalmente diferente. De maneira virtual ela interage com seus leitores em diversas plataformas, sejam elas redes sociais ou por intervenção na interface gráfica do usuário. Podendo ser comprado via Amazon ou por links da Saraiva e Cultura, o livro é uma experiência na era da cultura digital, e que não deixa de ser uma alternativa para preservação da natureza além de uma produção mais ágil e convidativa a jovens.

Lançado primeiro em formato digital e só posteriormente pela Editora Rocco, a nova produção do autor de Malhação ID, gerou um grande número de tweets relacionados ao tema no lançamento,o que mostra a força das redes sociais no estímulos, não só de produções físicas como aquelas fruto da Grande Rede.

domingo, 30 de maio de 2010

Câmeras adotam redes sociais e até GPS para atrair o consumidor


Uma em cada sete pessoas no planeta frequenta as redes sociais da internet. Essas imensas comunidades virtuais, organizadas por sites como Facebook, Orkut e Twitter, já abrigam quase 1 bilhão de habitantes, segundo a Insights Consulting. De olho nesse comportamento do consumidor, fabricantes de máquinas digitais oferecem conexão às redes sociais, além de GPS, display frontal para autorretrato, projetor, entre outros recursos como diferencial no mercado.
O modelo ST1000, da Samsung permite compartilhar as fotos por meio de uma rede sem fio ou de conexão Bluetooth para aparelhos compatíveis, como celulares, por exemplo. No modo de compartilhamento para a web, uma vez autenticado na rede Wi-Fi e nos serviços on-line Picasa, Facebook ou Youtube, basta selecionar a foto que você deseja publicar e arrastá-la para uma barra no topo da tela. Para os vídeos, se desejar fazer o upload para o Youtube, a opção é gravar as imagens no formato de 320x240 pixels otimizado para web.

Além disso, o modelo ainda conta com GPS, que captura as informações geográficas, gravando a longitude e latitude do local onde se está tirando a foto, diretamente na câmera (o chamado "geotagging").

A ST550, também produzida pela Samsung, não tem as mesmas opções de conectividade, mas facilita a vida do usuário na hora de tirar autorretratos. Um segundo display foi posicionado na parte frontal da câmera.

A Nikon S1000 traz um projetor embutido. A máquina funciona como um verdadeiro data show com direito a controle remoto para passar os slides ou reprodução de filmes e também para ajustar o volume.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pequisa revela que brasileiros são os que mais aderem a redes sociais

Uma pesquisa recente do Ibope / Nilsen Online mostrou que o brasileiro lidera o ranking de adesão das redes sociais. A pesquisa mostrou que no Brasil 86% dos internautas acessam redes sociais, enquanto o segundo país, a Itália, possui 77% de adesão. A internet já não é mais privilégio das classes A e B. 51% das pessoas que acessam à internet no Brasil são das classes C, D, e E. Além disso, a pesquisa revelou que as classes C e D entram na internet por causa de redes sociais.

Em média, os brasileiros passam cinco horas por mês conectados em ferramentas como MSN, Orkut, Twitter e Facebook.

Os especialistas dizem ainda não ter uma resposta para esta grande diferença de penetração que as redes sociais tem no Brasil. O que se cogita é que o brasileiro tem a necessidade de se expressar.


Fonte: Blog Estadão