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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Intercâmbio em Salamanca

Para os estudantes universitários de graduação, o intercâmbio representa mais que somente o curso na faculdade de destino, mas uma experiência enriquecedora em diversos sentidos. Tendo que lidar com uma cultura desconhecida, o jovem intercambista apreende todos os sentidos que o mundo à sua volta lhe proporciona, conhecendo pessoas, lugares e costumes diferentes.

Segundo o Setor de Convênios e Relações Internacionais (SCRI) da UFRJ, os destinos mais procurados pelos estudantes são França e Espanha. A cidade de Salamanca, localizada na região de Castilla y León, fica a duas horas de Madri e é uma das cidades espanholas mais ricas em monumentos da Idade Média, do Renascimento e das épocas clássica e barroca.

A tradicional Universidad de Salamanca é hoje uma das instituições universitárias mais prestigiadas da Europa, atraindo estudantes de toda a Espanha e de todo o globo. São mais de 35 mil alunos matriculados, e o número de estudantes estrangeiros é o mais elevado de toda a Espanha. Foi fundada no ano de 1218 e é a mais antiga universidade da Espanha e, assim como a Sorbone de Paris, uma das mais antigas do mundo.

A Plaza Mayor, edificada entre 1729 e 1755, é o coração dessa cidade pequena e cosmopolita, e reúne os moradores e visitantes ao longo de todo o dia, até mesmo no inverno rigoroso. A chegada da primavera é um acontecimento na cidade, e é quando a Plaza Mayor parece mais cheia do que nunca, pois após os meses de frio, os moradores aproveitam os dias mais quentes para tomar sorvete na praça e passar a tarde tomando sol.

Além do ensino de qualidade, o estudante que vai à Salamanca encontra: muitas opções de festas, que ficam lotadas todos os dias da semana; um custo de vida relativamente barato, quando comparado a outras cidades européias; muitos espaços públicos, como praças e parques; facilidade de viajar e conhecer muitos lugares da Europa. Desse modo, a experiência de intercâmbio na cidade oferece a oportunidade de enriquecer tanto o currículo como a vida pessoal do estudante.


sábado, 18 de setembro de 2010

Mães lutadoras

Documentário Luto como Mãe é exibido no NEDD-DH

Luto como Mãe foi exibido no último dia 15 no Auditório Manoel Maurício de Albuquerque. O documentário de Luís Carlos Nascimento foi debatido por Marilene Lima, Patrícia Oliveira e Mércia Britto, protagonistas e produtora executiva do filme. O público teve oportunidade de fazer perguntas e se emocionar com a luta de mães humildes que perderam seus filhos em ocorrências policiais. O evento faz parte do curso de extensão Direitos Humanos em tela e teve mediação de Patrícia Rivero, professora do NEPP-DH - Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos Suely Souza de Almeida.

A busca por justiça é retratada em 3 casos ainda sem solução na periferia do Rio de Janeiro. A primeira é a chacina de jovens moradores de Acari em Magé por policiais militares em 1990. O fato deu origem ao grupo das Mães de Acari, que tornou-se referência internacional na luta por direitos humanos no Brasil. A segunda ocorrência ficou conhecida como Caso Via Show, em que 4 rapazes de Guadalupe teriam sido assassinados por seguranças da casa de show. A ação de um grupo de PMs na Baixada Fluminense em 2005 deu origem ao episódio mais recente explorado pelo filme, a chamada Chacina da Baixada. Os casos são narrados pelas mães órfãos de filhos que exigem a punição dos culpados. Impressiona a dignidade com a qual as mulheres lutam e narram seus tragédias ao longo de todo o filme.

A sessão emocionou alunos de serviço social e outras cursos presentes. A rodada de perguntas não escondeu a admiração pelas heroínas do subúrbio e suas histórias de superação. Segundo Marilene, exibições do filme em universidades são muito importantes para a conscientização das futuras gerações, para que se evite que barbáries como as contadas no documentário voltem a acontecer pelas ruas e favelas da cidade. O curso de extensão exibe na próxima quarta "Topografia de um desnudo", filme de Teresa Aguiar sobre a "operação mata mendigos" no Rio dos anos sessenta

- por Saulo Pereira Guimarães