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terça-feira, 6 de julho de 2010

Site da CBN terá conteúdo para deficientes auditivos

No dia 9 de julho, a CBN dará início ao projeto Rádio em Libras, criado a partir de parceria com a ONG Vez da Voz. A emissora vai disponibilizar parte de seu conteúdo em Libras, a linguagem brasileira de sinais, tornando-se acessível aos cerca de seis milhões de brasileiros com deficiência auditiva.

"Esta ação é inédita no Brasil porque uma mídia que só era útil aos ouvintes, agora também passa a ser acessível aos surdos, por meio da Internet", afirma Cláudia Cotes, presidente da Vez da Voz.

Na primeira fase do projeto, o site da CBN vai receber, além de conteúdos recentes já traduzidos pelos intérpretes de Libras da ONG, o boletim "Cidade Inclusiva", apresentado por Cid Torquato. A parceria prevê ainda a criação de noticiários especiais com informações sobre política, economia, meio-ambiente, ciência, cultura e esportes.

Mix leitor-d: O e-reader 100% nacional


Depois do Kindle e do Sony E-Reader é a vez do Brasil entrar no mercado dos e-readers. A empresa pernambucana Mix Tecnologia, em parceria com a Carpe Diem Edições e Produções lançarão em julho deste ano o primeiro leitor de e-book com tecnologia 100% nacional e patente requerida no seguimento de e-readers: o Mix Leitor-d. A previsão de preços está entre R$650 e R$1,1 mil, dependendo do modelo. O Básico, com capacidade de 1 GB, será suficiente para 500 livros, enquanto o Premium, com 4GB, pode armazenar até 1,5 mil livros.

O equipamento mede 10 cm X 15 cm e possui uma tela de seis polegadas. Para os amantes de literatura, a interface promete ser simples e diferenciada: a tela possui tecnologia E-Link, que não encandeia o leitor, tornando a leitura confortável mesmo sob um sol causticante. Outro benefício é o gasto de bateria apenas na troca de páginas, tendo o leitor capacidade de mudar até 8 mil páginas sem descarregar.

O foco do produto é a plataforma educacional. O Mix leitor-d possui a ferramenta interatica Interquiz (IQ) e o Wi-AA (administração acadêmica sem fio) que permite ao aparelho ser integrado a uma rede administrativa e ao aluno acessar informações sobre a instituição como notas, boletins, horário das aulas e provas. Ele possui outros benefícios escolares, como tradutor, dicionário, marcador de texto e de página, além da economia de papel, no material didático e no peso nas mochilas dos estudantes. Diego Mello, gerente do projeto nos dá mais detalhes sobre o produto.

Que tipos de conteúdo eu posso ler no Mix leitor-d?

Diego Mello: Livros, revistas, jornais, blogs, sites e arquivos em PDF, TXT e Word, entre outros. Contudo, ao invés de restringir o acesso a uma única loja virtual, como faz o Kindle, da Amazon, o usuário poderá se conectar as páginas que quiser. O objetivo é fornecer a maior quantidade de conteúdo para o público brasileiro, que poderá fazer a aquisição diretamente nos sites visitados. Com nosso produto, o leitor vai ter tudo que for de domínio público na internet. O aparelho também reproduz arquivos de áudio em MP3 e imagens JPG, GIF, PNG e BMP.

Como o e-reader brasileiro lançado pela Mix Tecnologia se difere dos demais já a venda no mercado internacional?

DM: Queremos transformar nosso produto em uma ferramenta de democratização da informação e do conhecimento. O seu diferencial é uma ferramenta chamada Interquiz (IQ). Ela pode ser acionada com um botão e, no estilo quiz, faz perguntas aos usuários sobre o conteúdo disponibilizado na tela. Isso abre uma perspectiva interessante do seu uso como livro didático. Numa sala de aula, o aluno pode estar lendo sobre História do Brasil e no mesmo momento optar por responder questões e ter comentários sobre o tema ou o professor de um cursinho poderá usar o leitor para passar exercícios.

O Senhor considera que o preço é compatível com a sua implementação nas redes de ensino?

DM: Talvez estejam caros quando pensamos que é possível encontrar um notebook por R$1,4mil, mas esses portáteis são menos apropriados para a leitura e cansam a vista. Além disso, se pensarmos no preço de um livro e no fato de que o Brasil é um dos países que mais compram livros didáticos, o eletrônico pode não ser tão caro. Um livro custa em média R$50 no Brasil, mas um título técnico, de medicina, pode chegar a R$800. É claro que isso hoje parece longe da realidade, mas se pensarmos na indústria do celular que há 15 anos estava engatinhando, não é tão distante.

Para mais informações assista ao vídeo da apresentação de Diego Mello e Murilo Marinho no seminário Educação para o Empreendedorismo Tecnológico realizado pelo Jornal do Brasil no dia 25 de fevereiro.

Os livros eletrônicos são uma tendência sem volta e em curva ascendente. Resta agora esperar para ver se a revolução eletrônica literária conquistará definitivamento o público brasileiro.


domingo, 4 de julho de 2010

Filme sobre o Facebook chega aos cinemas brasileiros em dezembro



O Facebook virou filme! “The social network” contará a história da criação da rede social e do relacionamento de Mike Zuckerberg, fundador do Facebook e seu CEO, e Eduardo Saverin, brasileiro que foi co-fundador do site e que alega ter sido passado para trás conforme o projeto foi se tornando um negócio gigantesco.

O filme teve a direção de David Fincher ("O curioso caso de Benjamin Button" e "Clube da luta") e conta com as atuações de Jesse Eisenberg (Mark Zuckerberg), Andrew Garfield (Eduardo Saverin) e do cantor Justin Timberlake (Sean Parker, co-fundador do Napster). O músico Trent Reznor, do Nine Inch Nails, assina a trilha sonora.

A trama foi baseada no livro "The accidental billionaires: the founding of Facebook, a tale of sex, money, genius and betrayal" ("Os bilionários acidentais: a fundação do Facebook, uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição"). A obra, que deverá ser lançada no Brasil em outubro, tornou-se um bestseller nos Estados Unidos e chegou à quarta posição na lista das obras de não-ficção mais vendidas do New York Times. O livro foi considerado uma biografia não-autorizada de Zuckerberg.



Assim como o pôster, o trailer traz a imagem do ator Jesse Eisenberg sob os dizeres "You don't get to 500 million friends without making some a few enemies" ("Você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos"). O vídeo não mostra nenhuma cena inteira, apenas reproduz diversos diálogos.

Segundo a Columbia Pictures, “The social network” deve estrear nos cinemas americanos em 1° de outubro, mas só chegará às telonas brasileiras no dia 3 de dezembro.

domingo, 30 de maio de 2010

Câmeras adotam redes sociais e até GPS para atrair o consumidor


Uma em cada sete pessoas no planeta frequenta as redes sociais da internet. Essas imensas comunidades virtuais, organizadas por sites como Facebook, Orkut e Twitter, já abrigam quase 1 bilhão de habitantes, segundo a Insights Consulting. De olho nesse comportamento do consumidor, fabricantes de máquinas digitais oferecem conexão às redes sociais, além de GPS, display frontal para autorretrato, projetor, entre outros recursos como diferencial no mercado.
O modelo ST1000, da Samsung permite compartilhar as fotos por meio de uma rede sem fio ou de conexão Bluetooth para aparelhos compatíveis, como celulares, por exemplo. No modo de compartilhamento para a web, uma vez autenticado na rede Wi-Fi e nos serviços on-line Picasa, Facebook ou Youtube, basta selecionar a foto que você deseja publicar e arrastá-la para uma barra no topo da tela. Para os vídeos, se desejar fazer o upload para o Youtube, a opção é gravar as imagens no formato de 320x240 pixels otimizado para web.

Além disso, o modelo ainda conta com GPS, que captura as informações geográficas, gravando a longitude e latitude do local onde se está tirando a foto, diretamente na câmera (o chamado "geotagging").

A ST550, também produzida pela Samsung, não tem as mesmas opções de conectividade, mas facilita a vida do usuário na hora de tirar autorretratos. Um segundo display foi posicionado na parte frontal da câmera.

A Nikon S1000 traz um projetor embutido. A máquina funciona como um verdadeiro data show com direito a controle remoto para passar os slides ou reprodução de filmes e também para ajustar o volume.

domingo, 23 de maio de 2010

As 10 tecnologias que irão revolucionar o mundo


Todo ano a Technology Review, revista científica publicada pelo respeitado Massachussets Institute of Technology (MIT), faz uma lista de tecnologias emergentes que apresentam soluções para diversos problemas da humanidade. A seleção é feita entre pesquisas recentes de produtos e serviços em desenvolvimento e que, portanto a indústria ainda não adotou em larga escala. Neste ano, a lista possui novidades para o campo da informática, entretenimento, saúde, energia e contrução. Confira abaixo a lista das tecnologias:


Busca em tempo real

O Google está muito interessado em incorporar as atualizações feitas em redes sociais aos resultados. O desafio, além de tornar essas informações buscáveis, é atribuir relevância para alguns updates em detrimento de outros, e assim acrescentar conteúdo útil.


3D móvel

Apesar das imagens tridimensionais serem utilizadas no cinema e aparelhos modernos de TV já permitirem a tecnologia no comforto do lar do consumidor, a popularização do 3D também será permitida através de celulares como o Samsung W960 lançado na Coréia do Sul em março. O celular conta com um software desenvolvido pela empresa Dynamic Digital Depth que converte imagens em 2D para 3D. Na posição vertical, as imagens parecem bidimensionais, mas é só virar o aparelho para a posição horizontal que elas saltam da tela e ganham volume.


Células tronco projetadas

Com o projeto de células tronco pesquisado pela empresa Cellular Dynamics, espera-se uma grande mundaça nos modelos de doenças e na maneira como as drogas são testadas. Em 2008, dez anos depois do ínicio das pesquisas, os pesquisadores conseguiram produzir células tronco a partir de células adultas, adicionando quatro genes, normalmente ativos em células embrionárias. Chamadas de células tronco pluripontentes induzidas (iPS), podem se reproduzir muitas vezes e transformam-se em qualquer célula.


A Cellular Dynamics já produz células do coração, e no futuro células do fígado e cérebro serão produzidas, assim como células de pessoas com diferentes cargas genéticas.


Combustível solar

Todo biocombustível é feito de dióxido de carbono e água. Atualmente utilizamos matéria orgânica para produzi-lo, como cana e milho. Pesquisadores decidiram eliminar a biomassa intermediária e criar um sistema para sintetizar diretamente o combustível. A empresa Joule Biotechnologies manipula e projeta genes para criar microorganismos fotossintetizantes que usam a luz solar para transformar dióxido de carbono em etanol e diesel. De acordo com o fundador da empresa, Noubar Afeyan, os organismos produzem combustível continuamente e deve render 100 vezes mais por hectare do que o milho produz em etanol.


"Enganar" as células fotovoltaicas

Kylie Catchpole, pesquisadora da Universidade Nacional da Austrália, trabalha desde 1994 no desenvolvimento de pequenas células fotovoltaicas mais eficientes em captar e transformar em energia elétrica a luz solar. A pesquisadora passou então a estudar plasmons, uma espécie de elétron da superfície de metais que se agitam quando há incidência de luz. E descobriu que nanopartículas de prata, adicionadas às células fotovoltaicas finas, desviam os fótons (partículas ou ondas que formam a luz) que ficam indo e vindo na célula permitindo que mais comprimentos de onda da luz solar sejam absorvidos. O material produzido por Catchpole gera 30% mais energia que as células fotovoltáicas finas tradicionais.


TV social

A cientista convidada do MIT, Marie-José Montpetit, tenta fundir as redes sociais à TV tradicional e transformar a experiência até agora passiva dos telespectadores em algo mais colaborativo. Os grandes conglomerados da TV vêem com bons olhos a mudança, assim como a indústria publicitária. Ainda é difícil saber quando e como a tecnologia vai tomar forma, mas a pesquisadora e seus alunos apresentaram um protótipo no ano passado.


Concreto verde

Na produção do cimento para o concreto é liberado dióxido de carbono, um dos elementos responsáveis pelo aquecimento da Terra. Os 2,8 bilhões de toneladas de cimento produzidos em 2009 no mundo causaram 5% das emissões do gás. Nikolaos Vlasopoulos, chefe da empresa londrina Novacem, quer produzir um material que absorva mais CO2 do que foi emitido em sua fabricação. Para tanto, ele misturou óxido de magnésio a formúla e descobriu que ele reage com o CO2 da atmosfera para gerar carbonatos e ainda deixa a mistura dos cimentos mais resistente enquanto captura o gás. O pesquisador atualmente trabalha no refinamento da receita.


Implante de eletrônicos solúveis

Cientistas da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, trabalham em implantes óticos e eletrônicos a base de seda (a fibra produzida por uma larva). A ideia é que os aparelhos sirvam para o monitor de sinais vitais, aplicar medicação em dose e intervalos corretos, fazer testes sanguíneos e fornecer imagens para diagnósticos. Depois de tudo isso, quando o material não for mais necessário, ele se desintegra no corpo, sem necessidade de cirurgia para a retirada.


Anticorpos de dupla ação

A cientista Germaine Fuh e sua equipe da empresa Genentech desenvolvem um método para juntar dois compostos ativos de drogas contra o câncer: um combate uma substância que acelera o crescimento em alguns tipos de câncer, e o outro bloqueia uma proteína que estimula a formação de vasos sanguíneos para alimentar o tumor. Combinar os dois remédios em uma só molécula pode ajudar a solucionar problemas recorrentes em tratamentos quimioterápicos e simplificar o processo de cura.


Programação em nuvem

A computação em nuvem já começa aparecer com mais frequência. Se fala muito sobre a previsão de que ela proporcione mais condições de processamento e armazenamento, mas pouco se sabe sobre como a nuvem vai ser usada na programação. Com grandes bancos de dados geridos por empresas como Amazon e Google, as possibilidades são grandes. Fazer com que um programa em nuvem acesse em tempo real as informações sobre os posts mais vistos no Twitter e selecione anúncios que estejam relacionados a isso, por exemplo, pode trazer grandes mudanças na propaganda na web.


O que Joseph Hellerstein, da Universidade da Califórnia, promete fazer é simplificar a vida dos programadores. Ele trabalha num software que diminuirá o trabalho complicado de rastear informações e classificar tudo o que acontece na rede. O programa já tem um nome, Bloom e deve ser lançado ainda em 2010.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Bengala Legal – internet a serviço da acessibilidade

Por Iasmine Pereira, Juliana Xavier e Marcella Huche

Se acessibilidade é palavra do momento, Bengala Legal é um site que traduz literalmente essa concepção. Estruturado por Marco Antônio Queiroz, 53, conhecido como MAQ, o site é um exemplo de inclusão digital de pessoas com deficiência. Cego desde os 21 anos em conseqüência de diabetes, MAQ colocou o site no ar em 2000. Sua formação como programador possibilitou que ele trouxesse para o mundo da Web, as demandas de acesso à informação para uma pessoa com deficiência.

O Bengala Legal pode ser navegado não penas com o mouse, mas também via teclado, o que possibilita plena acessibilidade aos programas utilizados por pessoas com as mais diversificadas deficiências. Os links estão organizados de maneira simples que facilitam a leitura e há recomendações de sites sobre a mesma temática.

Empenhado com a causa, MAQ também possui outros projetos na Internet, como "Músicas MAQ" e “Acessibilidade Legal" e foi forte influênciapara outros sites, como: “Encontro dos Países Lusófonos”, “Escola de Todos”, “Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo” e “IIDI - Instituto Interamericano de Desenvolvimento Inclusivo”.