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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Polêmico documentário na rede mostra 90 minutos com Mr. Catra

Wagner Domingues da Costa nasceu em 5 de outubro de 1968. É formado em direito, poliglota em 4 línguas & judeu por opção. Esse não é o perfil que se imagina para uma das grandes estrelas da cultura marginal do Funk carioca. Mas Mr. Catra é assim. Quem não acredita pode conferir numa das últimas febres do youtube. O piloto do documentário 90 minutos com catra, da obscura Mellin videos, está disponível para os incrédulos espectadores. Nele, Catra desfila deliciosamente toda sua conduta politicamente incorreta falando de sexo, drogas e tudo mais ao som de muito funk espaçado por sua filosofia impublicável. Numa espécie de "The Osbournes" tupiniquim, o filme promete e a produtora segue em suas gravações, à procura de redes de TV dispostas a exibir o picante conteúdo. Confira!
Wagner Domingues da Costa nasceu em 5 de outubro de 1968. É formado em direito, poliglota em 4 línguas & judeu por opção. Esse não é o perfil que se imagina para uma das grandes estrelas da cultura marginal do Funk carioca. Mas Mr. Catra é assim. Quem não acredita pode conferir numa das últimas febres do youtube. O piloto do documentário 90 minutos com catra, da obscura Mellin videos, está disponível para os incrédulos espectadores. Nele, Catra desfila deliciosamente toda sua conduta politicamente incorreta falando de sexo, drogas e tudo mais ao som de muito funk espaçado por sua filosofia impublicável. Numa espécie de "The Osbournes" tupiniquim, o filme promete e a produtora segue em suas gravações, à procura de redes de TV dispostas a exibir o picante conteúdo. Confira!


90 DIAS COM CATRA da Mellin Videos.

por Saulo Pereira Guimarães


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Youtube transforma relação com a imagem

Coordenador do Pontão de Cultura Digital da Escola de Comunicação da UFRJ, Adriano Belisário, ex-aluno da Escola e ativista a favor de mudanças na lei dos direitos autorais, nos concedeu uma entrevista por ocasião do aniversário de cinco anos do Youtube. Abaixo, Belisário comenta a nova relação com a imagem surgida a partir do site, quais implicações nos direitos autorais essa nova relação traz consigo e comenta algumas diferenças entre bens intelectuais e bens materiais.

P: A ideia da apropriação da imagem mudou com o youtube?

A: Tanto o youtube quanto a proliferação de equipamentos de gravação de vídeo de baixo custo aceleraram vertiginosamente a apropriação da linguagem imagética que já vinha ocorrendo desde o final do século passado. O youtube em específico alterou a distribuição deste conteúdo, modificando o modelo clássico de broadcast para a lógica "on demand"/sob demanda no mundo online. A facilidade de publicar um vídeo no site do google gerou também mudanças estéticas que trouxeram à tona uma produção caseira ou improvisada de imagens, que por vezes é criticada ou ridicularizada, mas que possui um inegável valor sob o ponto de vista da apropriação tecnológica.

P: É possível aplicar os mesmos padrões da propriedade material à propriedade intelectual?

A: Definitivamente não. A propriedade intelectual trata-se na verdade de um monopólio artificial criado pelo Estado que se subordinou aos acordos internacionais desenvolvidos pelos países ditos de primeiro mundo. Ao contrario das coisas tangíveis, o exerc~icio da propriedade privada com os bens intelectuais só pode ser feito artificialmente, pois a própria natureza das criações da mente humana não permite uma apropriação exclusiva. Os bens intelectuais não são escassos: se você me empresta seu carro, você fica sem ele. Se você me conta uma ideia ou uma canção, você não se priva delas.

P: Quando o youtube começou, trechos de filmes, séries, músicas, tudo estava amplamente disponível lá. Depois as gravadoras começaram a retirar sistematicamente material do site. Como essa retirada deve ser encarada? A internet deve seguir padrões mais rígidos nos próximos anos ou é uma medida paliativa que será facilmente burlada?

A: A política de remoção de conteúdo é ineficaz num ambiente como a Internet, que prima pela descentralização da informação. Não é o caso do YouTube, mas recursos online que utilizam tecnologias p2p praticamente inviabilizam a remoção de conteúdos. O google e em menor medida a própria industria do entretenimento ja compreenderam isso e estão buscando novos modos de lidar com esse novo cenário. Desde o ano passado, por exemplo, o youtube trabalha com um sistema de remuneração a alguns usuários que possuem vídeos altamente populares. O autor assim ganha uma pequena quantia toda vez q seu video é assistido, gracas aos anuncios publicitários. É uma medida que ainda não foi adotada em larga escala, mas funciona também já em outros sites como o metacafe.

P: É possível mudar a relação de propriedade com os bens intelectuais sem que haja transformações na relação de propriedade também dos bens físicos? O cenário em que o artista depende de uma remuneração do google ao invés de depender do mercado atual é melhor para o artista?

A: Tem como mudar sim, vide a reforma do direito autoral, que não vai mexer na propriedade da grande mídia. Só mudará a legislação sobre PI e eles estão esperneando pacas. Não vai na propriedade de bens físicos, digo. A diferença é que na internet ou o contato do autor é direto com o público, ou é uma mediação "soft", digamos assim, Como a do Google, que converte as visitas em lucros pro produtor. Aquela mediação hardcore da industria do entretenimento no século passado, quando só existia uma via para se lançar um produto cultural ou algumas vias na mão de poucos é hoje inviável.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

5 anos de YouTube

Este mês o YouTube chegou ao seu quinto aniversário e comemora a marca de dois bilhões de visualizações diárias e de 24 horas de vídeos enviados por minuto. Em seu pouco tempo de existência ele deixou de ser um mero repositório de vídeos para se transformar no futuro da televisão, onde os usuários tomaram o slogan do site ao pé da letra e passaram a "se transmitir" para o mundo.

O YouTube é hoje, talvez, a maior comunidade colaborativa e de produção de conhecimento do mundo. Os usuários não diferem muito das grandes corporações de mídia no que diz respeito ao alcance dos vídeos e a capacidade de produção. Qualquer um pode criar seu canal, transmitir e ter a visibilidade que o videoclipe da cantora pop do momento também terá. O que também atrai os usuários a postarem seus vídeos (nem sempre) amadores é a grande capacidade de viralizar conteúdo que o YouTube possui. Diversos vídeos já se tornaram fenômenos em toda a internet e o caminho contrário também acontece: algum fato peculiar pode se tranformar em um vídeo-paródia e se tornar sucesso.

O que o futuro possivelmente reserva para o YouTube é a sua evolução em largos passos na direção da tão sonhada televisão interativa. Quem sabe o próximo vídeo comemorativo do YouTube não seja transmitido em seu próprio canal na tv?