Jogos que podem ser controlados através do movimento são a nova febre dos games da sétima geração. Tudo começou com a Nintendo que lançou seu console Wii em 2006. Os jogos relativamente fáceis agradaram aos "jogadores casuais", como são chamadas pessoas que não dedicam muito tempo diário a um jogo. A plataforma possui um sensor que emite uma luz infravermelha para ser captada pelo Wii-remote (o "controle remoto" branco ao lado). Ele por sua vez envia por bluetooth a sua posição em relação à tela calculada a partir do sinal enviado pelo sensor.
Agora é a vez da Sony, fabricante do PlayStation 3, anunciar o seu controle sem fio. Com o nome de PlayStation Move, o novo joystick foi anunciado oficialmente na Game Developers Conference 2010, feira sobre as novidades do mundo dos games que acontece todo ano em San Francisco. Ele funciona de maneira diferente do Wii remote. A esfera na ponta do controle é visualizada por uma câmera, chamada de PlayStation Eye Camera, que calcula a posição e envia para o console. Ele também comunica os comandos do jogador para o video game via bluetooth.
O Move também pode ser acompanhado do Navigation Controller, para jogos que precisem de botões para direcionar o personagem. Ao contrário do que acontece no Wii, não há nenhum fio conectando o Move ao Navigation Controller. A navegação deste com o console se dá através de bluetooth.
Ao contrário do Nintendo Wii, o PlayStation 3 tem um público mais conhecido como heavy player, com mais de 6 horas diárias dedicadas aos jogos. Por isso, os controles serão usados em situações mais adultas, como jogos de luta, de tiro, entre outros. Vale lembrar também que tanto o Move, o Navigation Controller e a câmera necessária para o funcionamento dos outros dois sao vendidos separadamente do console.
O desnvolvimento e aprimoramento das novas tecnologias têm proposcionado experimentações incríveis. Uma delas é o vídeo vertical.
A idéia de verticalizar o vídeo surgiu graças às inovações tecnológicas, como smartphones e celulares capazes de registrar imagens de qualidade e na vertical.
O cinema aderiu essa proposta e já percebe a nova estética que vem sendo produzida. Hoje em dia, até filmes pornôs já trabalham com a técnica da verticalização das imagens. Esse formato possibilita também uma melhor visualização em telas de celular.
Hoje o problema da qualidade desse tipo de imagem já está solucionado. Há câmeras que aceitam a configuração para se filmar na vertical, como a EOS 5D Mark II, da Canon. Muitas lojas em Nova York possuem em suas vitrines, TV's posicionadas na vertical que fazem transmissão dos desfiles da coleção.
Surge com isso uma nova comunidade: Tallscreen (em contraponto ao widescreen) uma "nova onda do videografismo".
Em março desse ano, consoles Playstation 3 do mundo inteiro se transformaram em belíssimos pesos de papel hich-tech. Um erro no sistema de calendário do aparelho impediu que ele funcionasse tanto on-line como off-line. O defeito era muito parecido com o tão temido "bug do milênio", que prometia parar os computadores na virada de 1999 para 2000. O problema só atingiu aos modelos mais antigos, conhecidos como 'fat'.
Em nota oficial divulgada no dia seguinte ao começo do problema, a SonyPlayStation afirmou que todo o problema foi gerado por um erro no firmware (programa responsável pelo funcionamento do aparelho), que fez com que o console reconhecesse 2010 como ano bissexto. O empresa pediu através do seu perfil no twitter que os donos dos aparelhos não usassem o PlayStation 3, para evitar possiveis danos irreversíveis ao videogame.
O defeito foi resolvido automaticamente com a virada da data no calendário. Muitos jogadores relataram que jogos baixados através do PlayStation Network (PSN) e troféis, prêmiações dadas aos jogadores que executavam determinadas ações em alguns jogos, foram afetadas. A falha ganhou o apelido de "ApocalyPS3" ou "ApocaliPS3" (em português) nas redes sociais, fazendo referência ao apocalipse bíblico e à abreviação do nome do console.
Os erros de arbitragem numa Copa do Mundo nunca foram tanto comentados. O desenvolvimento de novas tecnologias, câmeras com super slow motion, e recursos gráficos possibilitam cada vez mais, a descoberta dos erros de arbitragem.
A FIFA não toma nenhuma atitude contra esse tipo de falhas, se negando a aceitar a evolução das novas tecnologias, o que poderia auxiliar na redução dos erros que, muitas vezes, prejudicam demasiadamente uma equipe.
Um simples chip na bola poderia detectar se ela entrou ou não dentro do gol, como aconteceu na partida entre Inglaterra e Alemanha.
O presidente da FIFA, Joseph Blatter, afirmou que recursos tecnológicos além de serem muito onerosos, poderiam retirar universalidade do futebol, que hoje em dia é praticado da mesma forma em todas as localidades do mundo. Desde um simples campo de terra batida aos mais modernos estádios europeus. De acordo com Blatter, hoje a FIFA estuda a possibilidade de se aumentar o número de juízes, colocando árbitros atrás de cada gol e também melhorando a qualidade dos profissionais que já existem.
"O futebol é um esporte dinâmico que não pode ser interrompido para que uma decisão seja revista. Se fosse preciso parar o jogo para tomar uma decisão, o ritmo da partida seria quebrado e uma equipe poderia até perder a chance de marcar um gol. Além disso, não faz sentido interromper o jogo a cada dois minutos para reavaliar uma decisão, pois isso vai contra o dinamismo natural do futebol", afirmou Blatter.
Devido aos inúmeros erros que aconteceram nessa Copa do Mundo, a FIFA, anunciou ontem, em Johannesburgo, que o organismo tratará do tema em uma reunião em julho, em Gales, Cardiff, nos dias 21 e 22 de julho.
Foi apresentada na Google I/O, conferência anual para desenvolvedores organizada pela Google em São Francisco (EUA), aGoogle TV, uma nova experiência de televisão que combina a TV que você já conhece com a liberdade e o poder da internet. O Google TV tem o Chrome embutido nele, o que lhe dá acesso a todos os seus sites favoritos e uma rápida alternação entre a sua televisão e a internet. Isto faz com que a sua TV vá de centenas de canais para milhões de canais de entretenimento na TV e na Web.
Como ele foi feito em plataformas abertas como Android e Google Chrome, isto é apenas um pouco da sua real capacidade. Desenvolvedores já podem começar a otimizar seus sites para google TV (em inglês). Em breve, o Google TV SDK e as APIs para TV serão lançadas para que os desenvolvedores possam criar aplicações ricas e distribuí-las através do Android Market.
Televisões e leitores de blu-ray ganharão o Google TV em breve, já que a gigante aproveitou o grande passo para trabalhar junto a empresas como Sony e Logitech. Os aparelhos devem estar disponíveis neste outono em lojas da Best Buy nos Estados Unidos.
Lembra quando Nicolas Negroponte fala em seu livro (A Vida Digital) sobre aparelhos domésticos inteligentes? Pois acabamos de dar mais um passo nesta direção. Rose é uma geladeira inteligente que, apesar de ser bem menos avançada do que Negroponte sugere, possui inovações muito interessantes.
Ela foi inspirada na empregada do desenho dos Jetsons, por isso seu nome. Se assemelha de certa forma a um iPhone, onde é possível customizar sua aparência e adicionar programas, que podem ser desde controle de alimentação até captura de receitas de programas de TV. Também pode ser controlada à distância através de celular para, por exemplo, se descobrir o que falta na geladeira.
A Rose ganhou o terceiro lugar no Concurso de Inovação em Engenharia e Design da Whirpool Latin America. O grupo que desenvolveu o protótipo faz parte da empresa júnior Inventório. Os autores do projeto são Marcelo Demilis, Vanessa Spanholi e Luiza Zanella.
Todo ano a Technology Review, revista científica publicada pelo respeitado Massachussets Institute of Technology (MIT), faz uma lista de tecnologias emergentes que apresentam soluções para diversos problemas da humanidade. A seleção é feita entre pesquisas recentes de produtos e serviços em desenvolvimento e que, portanto a indústria ainda não adotou em larga escala. Neste ano, a lista possui novidades para o campo da informática, entretenimento, saúde, energia e contrução. Confira abaixo a lista das tecnologias:
Busca em tempo real
O Google está muito interessado em incorporar as atualizações feitas em redes sociais aos resultados. O desafio, além de tornar essas informações buscáveis, é atribuir relevância para alguns updates em detrimento de outros, e assim acrescentar conteúdo útil.
3D móvel
Apesar das imagens tridimensionais serem utilizadas no cinema e aparelhos modernos de TV já permitirem a tecnologia no comforto do lar do consumidor, a popularização do 3D também será permitida através de celulares como o Samsung W960 lançado na Coréia do Sul em março. O celular conta com um software desenvolvido pela empresa Dynamic Digital Depth que converte imagens em 2D para 3D. Na posição vertical, as imagens parecem bidimensionais, mas é só virar o aparelho para a posição horizontal que elas saltam da tela e ganham volume.
Células tronco projetadas
Com o projeto de células tronco pesquisado pela empresa Cellular Dynamics, espera-se uma grande mundaça nos modelos de doenças e na maneira como as drogas são testadas. Em 2008, dez anos depois do ínicio das pesquisas, os pesquisadores conseguiram produzir células tronco a partir de células adultas, adicionando quatro genes, normalmente ativos em células embrionárias. Chamadas de células tronco pluripontentes induzidas (iPS), podem se reproduzir muitas vezes e transformam-se em qualquer célula.
A Cellular Dynamics já produz células do coração, e no futuro células do fígado e cérebro serão produzidas, assim como células de pessoas com diferentes cargas genéticas.
Combustível solar
Todo biocombustível é feito de dióxido de carbono e água. Atualmente utilizamos matéria orgânica para produzi-lo, como cana e milho. Pesquisadores decidiram eliminar a biomassa intermediária e criar um sistema para sintetizar diretamente o combustível. A empresa Joule Biotechnologies manipula e projeta genes para criar microorganismos fotossintetizantes que usam a luz solar para transformar dióxido de carbono em etanol e diesel. De acordo com o fundador da empresa, Noubar Afeyan, os organismos produzem combustível continuamente e deve render 100 vezes mais por hectare do que o milho produz em etanol.
"Enganar" as células fotovoltaicas
Kylie Catchpole, pesquisadora da Universidade Nacional da Austrália, trabalha desde 1994 no desenvolvimento de pequenas células fotovoltaicas mais eficientes em captar e transformar em energia elétrica a luz solar. A pesquisadora passou então a estudar plasmons, uma espécie de elétron da superfície de metais que se agitam quando há incidência de luz. E descobriu que nanopartículas de prata, adicionadas às células fotovoltaicas finas, desviam os fótons (partículas ou ondas que formam a luz) que ficam indo e vindo na célula permitindo que mais comprimentos de onda da luz solar sejam absorvidos. O material produzido por Catchpole gera 30% mais energia que as células fotovoltáicas finas tradicionais.
TV social
A cientista convidada do MIT, Marie-José Montpetit, tenta fundir as redes sociais à TV tradicional e transformar a experiência até agora passiva dos telespectadores em algo mais colaborativo. Os grandes conglomerados da TV vêem com bons olhos a mudança, assim como a indústria publicitária. Ainda é difícil saber quando e como a tecnologia vai tomar forma, mas a pesquisadora e seus alunos apresentaram um protótipo no ano passado.
Concreto verde
Na produção do cimento para o concreto é liberado dióxido de carbono, um dos elementos responsáveis pelo aquecimento da Terra. Os 2,8 bilhões de toneladas de cimento produzidos em 2009 no mundo causaram 5% das emissões do gás. Nikolaos Vlasopoulos, chefe da empresa londrina Novacem, quer produzir um material que absorva mais CO2 do que foi emitido em sua fabricação. Para tanto, ele misturou óxido de magnésio a formúla e descobriu que ele reage com o CO2 da atmosfera para gerar carbonatos e ainda deixa a mistura dos cimentos mais resistente enquanto captura o gás. O pesquisador atualmente trabalha no refinamento da receita.
Implante de eletrônicos solúveis
Cientistas da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, trabalham em implantes óticos e eletrônicos a base de seda (a fibra produzida por uma larva). A ideia é que os aparelhos sirvam para o monitor de sinais vitais, aplicar medicação em dose e intervalos corretos, fazer testes sanguíneos e fornecer imagens para diagnósticos. Depois de tudo isso, quando o material não for mais necessário, ele se desintegra no corpo, sem necessidade de cirurgia para a retirada.
Anticorpos de dupla ação
A cientista Germaine Fuh e sua equipe da empresa Genentech desenvolvem um método para juntar dois compostos ativos de drogas contra o câncer: um combate uma substância que acelera o crescimento em alguns tipos de câncer, e o outro bloqueia uma proteína que estimula a formação de vasos sanguíneos para alimentar o tumor. Combinar os dois remédios em uma só molécula pode ajudar a solucionar problemas recorrentes em tratamentos quimioterápicos e simplificar o processo de cura.
Programação em nuvem
A computação em nuvem já começa aparecer com mais frequência. Se fala muito sobre a previsão de que ela proporcione mais condições de processamento e armazenamento, mas pouco se sabe sobre como a nuvem vai ser usada na programação. Com grandes bancos de dados geridos por empresas como Amazon e Google, as possibilidades são grandes. Fazer com que um programa em nuvem acesse em tempo real as informações sobre os posts mais vistos no Twitter e selecione anúncios que estejam relacionados a isso, por exemplo, pode trazer grandes mudanças na propaganda na web.
O que Joseph Hellerstein, da Universidade da Califórnia, promete fazer é simplificar a vida dos programadores. Ele trabalha num software que diminuirá o trabalho complicado de rastear informações e classificar tudo o que acontece na rede. O programa já tem um nome, Bloom e deve ser lançado ainda em 2010.