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terça-feira, 18 de maio de 2010

Bengala Legal – internet a serviço da acessibilidade

Por Iasmine Pereira, Juliana Xavier e Marcella Huche

Se acessibilidade é palavra do momento, Bengala Legal é um site que traduz literalmente essa concepção. Estruturado por Marco Antônio Queiroz, 53, conhecido como MAQ, o site é um exemplo de inclusão digital de pessoas com deficiência. Cego desde os 21 anos em conseqüência de diabetes, MAQ colocou o site no ar em 2000. Sua formação como programador possibilitou que ele trouxesse para o mundo da Web, as demandas de acesso à informação para uma pessoa com deficiência.

O Bengala Legal pode ser navegado não penas com o mouse, mas também via teclado, o que possibilita plena acessibilidade aos programas utilizados por pessoas com as mais diversificadas deficiências. Os links estão organizados de maneira simples que facilitam a leitura e há recomendações de sites sobre a mesma temática.

Empenhado com a causa, MAQ também possui outros projetos na Internet, como "Músicas MAQ" e “Acessibilidade Legal" e foi forte influênciapara outros sites, como: “Encontro dos Países Lusófonos”, “Escola de Todos”, “Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo” e “IIDI - Instituto Interamericano de Desenvolvimento Inclusivo”.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Acessibilidade Digital

Por Nicolly Ribeiro e Rodrigo Vaz

O uso da internet é cada vez mais importante como recurso para educação, governo, entretenimento, comunicação e comércio. É vital, portanto, trabalhar pelo acesso à web por todos. O público que acessa conteúdo na internet não é homogêneo. Só no Brasil, cerca de 14,5% da população é portadora de deficiência, ou seja, precisa de formas "não-convencionais" para ter acesso aos sites da internet.

A acessibilidade digital se dá através de adaptações de software ou de hardware. A idéia das tecnologias assistivas é criar ou tornar as ferramentas e páginas web acessíveis a um maior número de usuários. O público não se restringe apenas a portadores de deficiência, mas abrange também pessoas idosas, usuários de navegadores alternativos, usuários de dispositivo móvel, entre outros.

Este tipo de atitude traz também vantagens para as empresas, que ampliam seu público alvo, podendo alcançar até mesmo deficientes visuais. Além disso, ajuda a conseguir um bom posicionamento em sites como o Google, pois as descrições de imagens incluídas nos sites adaptados tornam seu conteúdo mais coerente e mais interessante para os robôs buscadores, o que melhora sua classificação.

As diretrizes para tornar um site acessível podem ser encontradas no site da W3C (World Wide Web Consortium), por exemplo, organização que visa colocar os benefícios da web à disposição de todas as pessoas, independente de seu hardware, software, infra-estrutura de rede, idioma, cultura, localização geográfica e habilidades física ou mental. Algumas boas formas de se fazer isso são:

- Usar o atributo alt para descrever a função de cada elemento visual.
- Incluir legendas e transcrições para o audio, e descrições para o vídeo.
- Utilizar texto que faça sentido fora do contexto. Evite a frase "clique aqui".
- Usar cabeçalhos, listas e uma estrutura consistente. Use CSS para layout e estilo sempre que possível.
- Tornar compreensível a leitura linha a linha. Resumir.

Ou seja, algumas decisoes simples durante o desenvolvimento dos sites podem fazer toda a diferença na hora de permitir o acesso por cada vez mais pessoas.

"O poder da web está em sua universalidade. Ser acessada por todos, independente de deficiência, é um aspecto essencial." Tim Berners-Lee, diretor do W3C e inventor da World Wide Web.