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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ibope faz estudo detalhado das Redes Sociais no Brasil


Em setembro deste ano, o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) fez uma pesquisa minuciosa para avaliar o uso das Redes Sociais no Brasil. Mais de oito mil pessoas em onze regiões metropolitanas do país foram ouvidas.

Os resultados apontam que as Redes Sociais são acessadas regularmente por 67% dos internautas. Com 90% de penetração, o Orkut lidera o ranking por ter sido o primeiro site a se popularizar. O estudo indica, ainda, a migração entre redes com  a maior utilização do Facebook e do Twitter.

Para conhecer a pesquisa completa, basta clicar aqui.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

E-books = fim do papel?

Por Débora Ribeiro Coelho

Com o avanço das tecnologias e mudanças de plataformas, várias discussões têm questionado a sobrevivência do papel. Recentemente, em agosto de 2010, o consagrado Jornal do Brasil abandonou o formato em papel e assumiu sua versão exclusivamente digital. E os livros? Será que eles seguirão o mesmo caminho?

Em palestra na Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ, Lilian Franco, ex-aluna e produtora editorial da Zahar, esclareceu alguns avanços e limitações da tecnologia dos livros digitais. Segundo ela, as editoras precisam entender que o que é vendido é o conteúdo, independente do formato, para se adaptarem aos avanços.

Para Lilian, as perdas serão maiores que os ganhos. Os autores não perdem seu lugar, mas as editoras passariam a ter mais influência que eles. Ao mesmo tempo, o número de livrarias tende a diminuir e o design perde importância, já que a leitura agradável tem primazia.

Gato Sabido
A Gato Sabido é uma espécie de editora de livros digitais. Seu trabalho consiste em disponibilizar livros em formato digital através de parcerias com editoras tradicionais. Carlos Eduardo Ernany, fundador da empresa pioneira na iniciativa no Brasil, ministrou uma palestra na ECO e contou aos alunos algumas das dificuldades enfrentadas no início do projeto. (Veja vídeo abaixo.) Para ele, “livro é conteúdo, é legado. E isso independe da plataforma utilizada”.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

65% da empresas já apostam nas Redes Sociais

Por Débora Ribeiro Coelho

Um estudo do Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado (Ibramerc) revelou que 65% das empresas já estão nas redes sociais e as utilizam de alguma forma em seus negócios.  Apesar desses dados estatísticos, apenas 7% das companhias pesquisadas consideram esse uso imprescindível.

Dentre as redes sociais  mais utilizadas, o Twitter se destaca com 84%; em seguida estão o YouTube (62%) e o Facebook (61%). Para Richard Lowenthal, Diretor Executivo do Ibramerc, “o Twitter é a onda do momento no que se refere às redes sociais. Diferente de outras, demanda menos esforço de atualização”.

Para 45% dos pesquisados, o fortalecimento da marca é o maior benefício adquirido com a adesão às redes sociais. Outras vantagens são a coleta e análise de informações que permitem monitorar o mercado, o comportamento dos clientes e a concorrência. “Apesar das redes sociais estarem num patamar de alta utilização pelas empresas, elas ainda são vistas como um canal complementar”, acrescenta Lowenthal.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Décadas de 50 e 60 nas páginas de um jornal digital

Os arquivos do jornal “Última Hora” já podem ser acessados pela Internet

Por Débora Ribeiro Coelho


Páginas, ilustrações e fotografias do jornal Última Hora, do consagrado jornalista Samuel Wainer, já estão disponíveis on-line. O Acervo Público do Estado de São Paulo liberou, no mês de agosto, os arquivos do periódico para pesquisa na Internet.
O projeto de digitalização do jornal começou em 2008 e conta com 36.000 páginas, que correspondem a 60 meses de publicação. O UH foi criado em 1951 e circulou até 1971, quando perdeu força com a ditadura.
Durante as duas décadas em que fez parte da história do país, o jornal cobriu eventos importantes tanto no cenário nacional quando internacional. O arquivo digital traz alguns desses exemplos como a chegada do homem a lua e o primeiro transplante de coração realizado no país com sucesso.  

Edição especial de 20 de julho de 1969
7 de junho de 1962
Ilustração de Ares

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Novo Aurélio inclui termos da Era Digital

Por Débora Ribeiro Coelho

O dicionário Aurélio ganhou uma edição atualizada e antenada com os verbetes do mundo digital. A versão atual será lançada em outubro e comemora o centenário de seu criador com novos verbos como “tuitar” e “blogar” e substantivos como “pop-up” e “fotolog”. 

As novidades incluem gírias como ‘balada’, e termos que já fazem parte da linguagem coloquial ou que se referem a aspectos ecológicos: ‘ricardão’, ‘chororô’, ‘sex shop’, ‘nerd’, ‘bullying’, ‘flex’, ‘ecobag’. Merece destaque a preocupação em incluir palavras da escrita contemporânea, ‘e-book’, ‘tablets’, ‘blue tooth’.

O novo dicionário cresceu em 6% em relação à versão anterior e possui 137.838 palavras. Para fazer jus à sua modernização é possível baixar uma versão para iPhone.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A China em Rede

Por Débora Ribeiro Coelho

No último dia 8 de setembro, a jornalista chinesa Lijia Zhang esteve no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ para falar um pouco sobre seu livro recém-lançado, “A garota da fábrica de mísseis”. Depois de falar da sua trajetória de vida, abriu espaço para algumas discussões. Dentre elas figurou a censura à Internet em seu país de origem.
 
Lyjia teve no idioma americano o impulso que precisava para se soltar das amarras do regime comunista que vigorava na China. Não absorveu apenas o inglês, mas também o pacote cultural vendido pelos EUA, em especial o ideal de individualismo. Começou, então, a questionar o mundo em que vivia. Queria interagir, sair daquela prisão representada pela fábrica de mísseis onde trabalhava.
 
A chinesa chegou a liderar um movimento dentro da fábrica, no final da década de 1980, como resposta à imposição de regras que tanto a incomodava. Na época buscava informações nos poucos livros disponíveis, num momento em que a educação não era valorizada como hoje.
 
De lá para cá muita coisa mudou na China, como a própria escritora comenta. O governo começou a conceder liberdades individuais porque percebeu que era importante fazer com que as pessoas se sentissem felizes. Entretanto, ainda há restrições e ressalvas. Lyjia escreve para diferentes meios de comunicação internacionais, mas em inglês. Da mesma forma, seu livro não foi publicado na China porque o assunto ainda é considerado um tabu.

Apesar de o país ser a segunda economia mundial, muitos avanços ainda são esperados. Uma das maiores polêmicas quando o assunto é a censura diz respeito à Internet. Segundo uma pesquisa publicada na Revista Exame, a penetração da Internet no país se assemelha à de países desenvolvidos. Dos 420 milhões de usuários, mais de 100 milhões estão nas zonas rurais. Os números representam, de fato, um avanço notável.

Ao mesmo tempo em que se incentiva o desenvolvimento da Internet, o governo continua a empreender uma série de medidas de controle e censura. O acesso a determinados sites não é permitido, como o Twitter ou o Facebook, da mesma forma em que há conteúdos vetados de suas páginas da Web.

Um exemplo prático é o desenvolvimento do Escudo Dourado (popularmente conhecido como a “Muralha da China”), conjunto de medidas técnicas que visam impedir o acesso dos internautas a sites que falam de assuntos como direitos humanos ou protestos em território chinês. Existem, ainda, outros mecanismos empreendidos, embora sempre negados pelo governo.

No início deste ano, a polêmica atingiu a gigante Google, que disse ter sido alvo de hackers chineses e ameaçou sair do país. Como a empresa americana não queria continuar censurando conteúdos a pedido do governo, a solução foi acabar com essa página. Ao acessar google.cn, o internauta é transferido para a página de Hong Kong, que não possui esses cerceamentos.

Em pleno século XXI, quando as informações estão amplamente difundidas, é, no mínimo, contraditório um gigante como a China manter tamanho controle sobre a Internet. O que se espera é que o país invista em algo que vá além do status de potência econômica, dando voz e olhos à sua população sem que para isso seja necessário aprender outro idioma.