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terça-feira, 6 de julho de 2010

Entrevista com Giselle Bieguelman

Na entrevista, a artista e pesquisadora Giselle Bieguelman fala sobre novos projetos e a relação das artes e as tecnologias digitais. A entrevista foi concedida em um encontro no Fórum de Ciência e Cultura organizado pelo PACC (Programa Avançado de Cultura Contemporânea). O assunto principal da palestra foi a utilização dos QR-Codes, imagens codificadas (como códigos de barras, mas com muito mais capacidade de informação) que podem ser interpretadas por câmeras (de celulares, por exemplo) para revelar informações textuais.


Artista multimídia e curadora, é professora dos programas de pós-graduação em Comunicação e Semiótica e Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC de São Paulo. Diretora Artística do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia desde 2008, foi curadora do Nokia Trends em 2007 e 2008 e é autora de diversos projetos premiados concebidos para Internet e mediados por celulares.

Tem experiência na área de Comunicação e Artes, com ênfase em processos de criação com mídias, atuando principalmente nos seguintes temas e áreas: cibercultura, arte digital, internet, mobilidade e design de interface. Desenvolve projetos para web desde 1994 e envolvendo dispositivos de comunicação móvel desde 2001, quando criou Wop Art , elogiado pela imprensa nacional e internacional, incluindo The Guardian (Inglaterra) e Neural (Itália), e arte que envolve o acesso público a painéis eletrônicos via Internet, SMS e MMS, como Leste o Leste?, egoscópio (2002) , resenhado pelo New York Times, Poétrica (2003) e esc for escape (2004).

É editora da seção novo mundo da revista eletrônica Trópico, colaboradora da Leonardo Electronic Almanac e Iowa Web Review e Cybertext.

Coordena, com o Prof. Dr. Marcus Bastos, o Grupo de Pesquisas "net art: perspectivas criativas e críticas", cujo portal pode ser acessado em http://netart.incubadora.fapesp.br/portal. Site: http://www.desvirtual.com/

Vejam também uma reportagem que mostra uma obra de arte que utiliza a tecnologia QR-Code.


Se quiser gerar seu próprio QR-Code, é só acessar o link abaixo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

“Apple é o verdadeiro inimigo público nº 1”, diz fundador do movimento open source

Richard Stallman, fundador e presidente da Free Software Foundation e considerado um dos “pais” do software livre, resolveu deixar a Microsoft em paz e virou seus canhões contra a Apple. Isso porque, para ele, a empresa de Steve Jobs é “o verdadeiro inimigo público número um”.

Em entrevista ao jornal La Opinión de Malaga, o norte-americano afirmou que a Apple engana ao seu público para que eles se sintam descolados, mas faz com que as pessoas percam toda a sua liberdade com seus produtos fechados, de códigos proprietário.

Segundo ele, “a Apple não é tão grande quanto a Microsoft, mas é mais malévola porque impede, inclusive, que suas aplicações sejam instaladas em produtos equivalentes de outras marcas”. Para Stallman, a Apple “é o inimigo público número um, mas investe muito [em publicidade e marketing] para ter outra imagem junto à opinião pública. Eles enganam as pessoas, para que eles possam se sentir mais descoladas, mais cool, mas tiram toda nossa liberdade”.

Conhecido pelo seu radicalismo na defesa dos projetos open source, Stallman, no entanto, disse que seu trabalho “não se fundamenta em nenhum ódio contra as gigantes da Tecnologia, mas em um desejo profundo de liberdade”.

“O software livre respeita a sua liberdade e solidariedade, junto a sua comunidade. O software proprietário, entretanto priva seus usuários”, explicou ele, que cita as quatro liberdades essenciais para aplicativos open source: executar o programa do modo que você quiser, estudar o código-fonte e trocá-lo, fazer as versões conforme desejar e distribuir cópias exatas. “Só assim você terá o controle do programa e não o inverso. Estas são as duas opções: uma justa e outra injusta.

Mas, só para não perder o costume, Stallman também deu a sua patada na sua boa e velha inimiga Microsoft: “Não me importa o que a Microsoft faz. Nós escrevemos programas livres, os distribuímos e assim ajudamos aos usuários. Se eles [a Microsoft] não gostam, que vão para o inferno”

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