quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Google eBooks é lançado

Foi lançado nesta segunda-feira o serviço de livros do Google: o Google eBooks (Google Editions). Este serviço disponibilizará 3 milhões de títulos, se tornando assim a maior livraria digital do mundo. É necessário ressaltar que entre estes livros, se encontram títulos públicos e revistas, antigas e novas, fora o fato de estar disponível inicialmente apenas para os consumidores americanos, sendo apenas a parte gratuita da chamada maior biblioteca de livros eletrônicos disponível para o resto do mundo.

O Google Editions chega para concorrer e tentar superar o Kindle, da Amazon, que vale cerca de um bilhão de dólares. O diferencial entre os dois é o fato do formato vendido pelo Google pode ser lido em diversas plataformas e a possibilidade de poder armazenar os títulos na conta Google de cada um, enquanto o formato da Amazon pode ser lido apenas no Kindle.

Entrevista no Dona Marta



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Callis tem iniciativa pioneira


Hoje a editora Callis lançou o seu projeto de biblioteca digital direcionada para crianças. A Biblioteca Callis de Livros Encantados estará disponível para escolas e seus alunos que fizerem a assinatura e nela se encontrarão, por enquanto, 40 títulos de diversos autores com diversos aspectos multimídias.

Os livros poderão ser lidos em lousas digitais, tablets com o sistema Android e em computadores. Além desta facilidade, os livros trarão narração, trilha sonora, animações e até mesmo hiperlinks para significados de palavras mais difíceis. Isto tudo por um preço pequeno e tendo como única condição para o acesso a existência de internet.

Ferramenta Prezi permite criação de slideshows on line

Já pensou em elaborar seus simples slideshows sem precisar do Microsoft Powerpoint? Ter uma ferramenta de fácil manuseio que te poupe de horas de trabalho no Flash? Pouca gente sabe, mas desde o ano passado está disponível na web a ferramenta Prezi, similar ao PowerPoint na finalidade, mas completamente diferente em termos de possibilidades de edição, dinamicidade e opções de design. Com suporte para diversos tipos de mídia, como imagens jpeg, gif e vídeos do youtube, a ferramenta permite o armazenamento das apresentações na rede. Longe de apresentações quadradas e estáticas, com início meio e fim, a ferramenta Prezi oferece opções de movimento e zoom visualmente atraentes, além de oferecer tutoriais de fácil entendimento. Apesar de o site estar totalmente em inglês, os esquemas de instrução e os mecanismos de utilização são bastantes intuitivos e qualquer um se adapta facilmente.

A ideia nasceu há três anos, em Budapeste, na Hungria e no ano passado transformou-se em empresa a partir dos investimentos da Sunstone Capital e da TED Conferences, o que resultou na abertura de um escritório em São Francisco, nos EUA. Uma equipe de 22 pessoas dá suporte ao recurso que permite o acesso de qualquer usuário. Após um rápido registro no site, o internauta encontra diversos níveis de treinamento para aprender a manusear a ferramenta – básico, avançado e expert.

Também é possível utilizar a ferramenta no modo off line a partir do pagamento de uma taxa anual, que oscila entre $59 e $159, dependendo das necessidades do usuário. Confira o tutorial em vídeo e as especificações no site http://prezi.com/

Wikileaks, o site do momento


Quer saber o que rola nas rodinhas diplomacia internacional? Quer ficar por dentro do que acontece no Clube Atômico? Não, amigos, não é mais um chat por telefone que se anuncia na madrugada digital. O Wikileaks é o objeto em questão. O site do momento teve suas doações bloqueadas, após sucessivas quedas de inúmeros de seus servidores. Seu fundador se nega a apresentar-se a polícia, encontra-se em paradeiro desconhecido e é procurado pela Interpol. Se eu fosse você, não perdia tempo em acessar à página e saber o porquê de tanto alvoroço em torno de documentos já nem tão mais sigilosos como se pensava...
(na imagem ao lado, Julian Assange, fundador do WikiLeaks)
O ano de 2010 foi especial para o curso de Jornalismo da Universidade de Columbia, considerado o melhor do mundo. Em 2010, a universidade nova-iorquina montou o Tow Center for Digital Journalism. O centro de estudos de jornalismo digital que promete ser um dos mais avançados do mundo, desenvolverá pesquisa e capacitação na área para a qual o jornalismo está se expandindo. O primeiro artigo científico foi publicado em setembro de 2010. O centro foi iniciado com investimentos de 10 milhões de dólares, dos quais 5 milhões vieram do Tow Institute em fevereiro de 2008. O Tow Center será dirigido por Emily Bell (http://twitter.com/@emilybell), experiente jornalista inglesa que criou o site http://mediaguardian.co.uk e foi editora de conteúdo digital do mesmo Guardian, um dos maiores jornais do mundo.

No vídeo abaixo, Emily Bell fala sobre o jornalismo e as novas tecnologias. Entre outras perguntas, ela explica exatamente o que é jornalismo digital, como moderar comentários, fala sobre textos de alta qualidade na web etc.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ser fotojornalista hoje

Jacob Nielsen, guru da web, publicou mais um estudo que tem tudo para virar lei: a foto na internet tem que ter um propósito, um significado. Fotos meramente ilustrativas não captam a atenção do leitor, logo, podem ser descartadas. Levando em consideração esse pensamento, é possível traçar um paralelo com o que aconteceu nas redações brasileiras na década de 50.
O jornalismo até a reforma iniciada pelo Diário Carioca tinha algumas características similares ao jornalismo para a internet de hoje. Havia uma enorme quantidade de informação nos impressos, só que de uma maneira bastante desorganizada, não-padronizada o que confundia o leitor. As fotos não possuíam significado, era quase que ‘jogadas’ nas páginas, somente para ilustrar.
Com a reforma, a foto passou a ter um significado, dividindo igualmente a responsabilidade de informar o leitor. A profissão do fotojornalista passou a ser valorizada, com Samuel Wainer e a “Última Hora”, fotógrafos e jornalistas passaram a formar duplas inseparáveis e indispensáveis para a transmissão da notícia. Essa tendência foi seguida por todos os jornais de grande peso da época, trazendo um status para o fotógrafo.
Se a lógica do paralelo fosse seguida, com a determinação de Nielsen, o fotojornalista para a web passaria a ser mais valorizado e recompensado. No entanto, não é isso que está acontecendo. A pesquisadora e professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Cristiane Costa fala um pouco sobre essa mudança:

Como dito pela Cristiane, ao contrário do que aconteceu no passado, hoje o fotojornalista é quase uma figura inexistente. Principalmente pelo desenvolvimento das tecnologias, qualquer pessoa pode mandar fotos e participar da construção da notícia, o que é o máximo para quem envia, mas perigoso para os profissionais que estão sendo substituídos.
                Talvez com a declaração de Nielsen, a necessidade de qualidade, de um “pensar” na fotografia para a web faça com que esse quadro se modifique. Porém, por enquanto, o jornalista tem que assumir 1001 utilidades, acabando pouco a pouco com o fotojornalista por excelência.