quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O que é Digital Rights Management?



O DRM (Digital Rights Management) é um tema controverso. Se, por um lado, muitas empresas não comentam o assunto, por outro, cresce a cada dia o número de artigos na Internet que criticam o DRM. Apesar disso, o consumidor final sabe muito pouco sobre este tema que já rege há algum tempo – e cada vez mais – as formas atuais de entretenimento.
A gestão de direitos digitais (DRM, na sigla, em inglês) foi criada quando começaram a surgir as formas digitais de entretenimento. Devido à facilidade de disseminação de conteúdos pelas vias digitais, as empresas ficavam sem saber exatamente como gerir os direitos autorais. Em meio a isso, surge o DRM. Há, na verdade, várias maneiras de gerir os direitos na era digital e todas elas fazem parte do DRM.
E é exatamente devido às inúmeras formas de gestão que o DRM é capaz de variar de acordo com a maneira de entretenimento em questão. E mesmo dentro de cada uma há inúmeras possibilidades diferentes de DRM. Na música, a mais tradicional é a usada pelo iTunes, da Apple, que permite um número limite de cópias para cada música, impedindo que este limite seja ultrapassado.
Esse método foi o mesmo usado pela Electronic Arts no jogo Spore, que permitiu que apenas cinco computadores fossem registrados para rodar o jogo. Para que Spore fosse instalado em um sexto computador, era necessário desinstala-lo em algum dos anteriores. Essa estratégia não foi muito bem vista, o que tornou o gerenciador de criaturas da EA o jogo para PC mais pirateado do ano, segundo estimativa do site TorrentFreak.
Uma outra estratégia de DRM, esta usada no aluguel e compra de filmes pela Internet, é estabelecer um prazo para que o arquivo seja utilizado. Após esse prazo, o arquivo é simplesmente apagado. Esse é o método utilizado, por exemplo, pelo Xbox Live Market Place. Nos filmes em DVD, uma forma comum de DRM é através da codificação por regiões, ou seja, um filme de Região 4 (América Latina) não funciona num DVD player de Região 1 (Estados Unidos).
No Wii, o DRM age através do Wii Shop Channel. Tanto o canal de jogos originais (WiiWare), como o Virtual Console, que vende jogos antigos, permitem que o game seja executado apenas em um Wii, sem poder ser trocado. A Nintendo recomenda, inclusive, que o console seja formatado antes de ser vendido.
E é, assim, de maneira “sorrateira”, mas sempre presente, que o DRM vai influindo na diversão.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"Abertura 1812" ,de Tchaikovsky, via celulares

A Companhia telefônica Vodafone, da Nova Zelândia, resolveu inovar, criou um anúncio no qual mil celulares tocam em conjunto a "Abertura 1812",de Tchaikovsky. O video, nomeado por eles de "Vodafone Symphony", precisou de 53 ringtones diferentes e do envio de mais de duas mil mensagens de texto, para que os celulares fossem ativados e funcionasse.

Veja o video aqui.

Criativo,né?

Silicone se rompe durante prova de reality show

Uma participante de um reality show da MTV, conhecido como "The Real World", rompeu sua prótese de silicone quando precisou saltar em um lago durante a realização de uma prova. A princípio, os colegas não levaram a moça muito a sério, mas quando Shauvon continuou a reclamar de dores as reações mudaram. Depois de ser levada para o hospital, os exames mostraram que ela teve lesões nas próteses mamárias. A mulher de 24 anos decidiu sair do programa após recomendação dos médicos. Veja o vídeo.

O Orkut vai mudar!

O Google está reformulando o orkut e em breve ele terá uma nova interface, mais próxima do formato que hoje tem o Facebook Seria essa uma tentativa de não perder mais usuários para outras redes sociais?Recriar o alvoroço a respeito do orkut?

Ainda não se sabe muito sobre quando o novo formato será implementado, nem se estará a disposição de todos os usuários já cadastrados. Mas a mudança está prevista para ocorrer nas próximas semanas.

Nos resta aguardar para saber se o resultado será melhor.Veja a possível nova interface do orkut e saiba mais aqui.

A fotografia como tema na JIC

Alessandra Guimarães Coutinho, Michel Mosso Schettert e Nathália Ronfini de Almeida Lima são os autores de “Fotografia e leitura crítica: o poder transformador da imagem”. Os três apresentaram esta pesquisa na Jornada de Iniciação Científica, Artística e Cultural realizada na UFRJ.
Como pode ser lido no resumo escrito pelos autores, a proposta da pesquisa era “tratar a fotografia como um processo comunicativo que pode servir de referência para despertar a leitura crítica sobre as construções da realidade que, neste caso, será analisada através de exemplos empíricos de comunicação comunitária.”.
Um destes exemplos empíricos seria apresentar o trabalho comunitário realizado por André François, fotógrafo paulista, na cidade de São Thomé das Letras-SP, onde ele desenvolveu um projeto de fotografia de caráter educacional e cultural. Mas François estava viajando na época em que a pesquisa foi feita. Então, os autores entrevistaram Dante Gastaldoni, professor de fotojornalismo da UFRJ, que falou sobre a Escola de Fotógrafos Populares da Maré, projeto organizado pelo Observatório de Favelas, onde leciona também.
Para conseguirem outro exemplo empírico, os autores da pesquisa entrevistaram Ratão Diniz, que se formou na segunda turma da Escola de Fotógrafos Populares da Maré, e, hoje, vive do seu trabalho fotográfico.
Estudos bibliográficos, entrevistas, estudos de casos e pesquisas na internet compuseram a metodologia aplicada nessa pesquisa. Para ajudar a cumprir o objetivo do trabalho (demonstrar como a fotografia assume o papel descrito na proposta da pesquisa), os autores também compararam as trajetórias profissionais dos dois fotógrafos já citados.

Internautas chegam à casa do bilhão

Segundo Nicholas Negroponte, estimava-se que 30 milhões de pessoas estavam conectadas à Internet em 1995. Catorze anos depois, a comScore, uma companhia de pesquisa de mídia digital, divulgou que 1.007.730.000 de indivíduos estavam conectados à Internet em dezembro de 2008. Desses mais de 1 bilhão de pessoas, 179,7 milhões são da China, país com mais internautas. Já o Brasil tem 2,7% da população virtual do planeta: 27,6 milhões de pessoas.

Em 2004, o IBGE divulgou que o número de brasileiros que dispunham de computador em casa era 6,8 milhões. Destes, 1,7 milhão ganhavam entre 10 e 20 salários mínimos. Outros dados: 47,6 milhões de brasileiros não tinham computadores em casa; 90 em cada 100 residências no país tinham aparelho de TV; e 62 em cada 100 casas tinham aparelho de telefone (fixo ou móvel).

Um último dado: em 2005, uma pesquisa da Source Kaiser Foundation revelou que 20% dos americanos que tinham entre oito e dezoito anos possuíam um computador em seu próprio quarto.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Boom asiático na internet

Com crescimento da Ásia, número de usuários da rede irá dobrar para mais de 2 bilhões em 2013

Em dezembro de 2008, a internet alcançou a expressiva marca de 1 bilhão de usuários online em todo planeta. Mas, até 2013, segundo a Forrester Research, as expectativas são de que esse número dobre e que pelo menos 2,2 bilhões da população mundial esteja conectada à rede virtual. De acordo com dados fornecidos pela empresa de pesquisas, quem mais tem a colaborar para esse crescimento na internet é o mercado asiático, que em quatro anos passará a representar 43% dos internautas.

Para se ter uma ideia, apenas a China será responsável por 17% desse grupo de pessoas online, algo em torno dos 340 milhões de conectados. No total, haverá um aumento de 41% dos usuários no continente asiático e na região do Pacífico, que em 2008 possuiam 560,2 milhões de internautas e em 2013 terão cerca de 937,7 milhões. Outro fator importante, que ressalta a força da Ásia na interação digital, é o percentual que afirma que, proporcionalmente, a Coréia do Sul é o país com mais casas conectadas à internet: 85% dos lares possuem acesso direto à rede.

A explicação para isso é o fato de que mercados aonde já havia uma disseminação maior da internet, como os EUA e a Europa Ocidental, estão saturados. Enquanto na América do Norte o crescimento da população da internet será menor que 3%, o percentual de internautas europeus irá ter uma diminuição de 26% para 22%, por exemplo. Em contrapartida, espera-se ainda que haja um crescimento de conexões à internet, entre 11% e 13%, em países africanos e do Oriente Médio, que atualmente representam apenas 4,8% da população mundial online.

Com incentivos à popularização digital, números brasileiros também impressionam

No Brasil, o crescimento das lan houses e as facilidades oferecidas na compra dos computadores vêm ajudando para a popularização da internet. Os estabelecimentos que oferecem acesso à rede baratearam seu serviço, ao mesmo passo em que o aumento do número de parcelas também contribuiu para que famílias das classes sócio-econômicas C e D comprassem seu primeiro computador. Integrantes da classe B aproveitaram também e adquiriram notebooks, ou até mesmo um segundo computador para a residência.

As informações são da Consultoria IDC que, mesmo com a retração econômica por causa da crise internacional, espera vender em 2010 mais de 12 milhões de computadores no Brasil. Com 21 PCs sendo comprados por minuto pelos consumidores nacionais, a projeção é que o país ultrapasse o Reino Unido e empate com o Japão como maior vendedor mundial de computadores, ficando atrás apenas dos gigantes EUA e China.

Em média, o número de brasileiros na rede virtual cresce 20% ao ano, consequência do maior interesse em sites de relacionamentos, procura por informações, checagem de emails e compras online. Em 2006, mais de 52% dos municípios do Brasil já desenvolviam alguma política de inclusão digital e mais de 40% ofereciam máquinas de uso público, o que explica o aumento da média mensal de navegação do brasileiro na internet, nos últimos dois anos. São aproximadamente 22 horas de uso por cada internauta, marca bem maior que os números dos norte-americanos e japoneses, que ficam conectados à internet, respectivamente, cerca de 19 horas e 18 horas e meia.