segunda-feira, 17 de maio de 2010

Momentos MAQ


por Heryka Cilaberry e Lidiane Queiroz

domingo, 16 de maio de 2010

Comunidade de motoboys faz pequena revolução online

Enquanto percorrem os caminhos complicados das ruas de São Paulo, 12 motoboys registram tudo que vêem pela frente. Acidentes, irregularidades, crimes ambientais, tudo aquilo que é pertinente aos colegas de profissão é devidamente fotografado e registrado - por câmeras de celular, vale ressaltar - para o canal*MOTOBOY, portal colaborativo, atualizado em tempo real, que concentra uma base de dados que nos dá um retrato da verdadeira face da capital paulista.

Através das imagens captadas, muitas vezes em baixa resolução, os profissionais que são umas das marcas da maior cidade do país, tentam mudar sua imagem de arruaceiros do trânsito e de causadores do caos que domina São Paulo. O canal*MOTOBOY é uma grande experiência de geração de conhecimento coletivo, atraindo outros motoboys para uma comunidade própria da classe.

A iniciativa do coletivo multimídia é do artista contemporâneo espanhol Antoni Abad, que desenvolve vários projetos dedicados a grupos ignorados pela mídia ao redor do globo e teve início em 2007. Três anos após seu lançamento, o canal*MOTOBOY vem galgando seu espaço na democracia da Internet e já teve espaço para divulgação na grande mídia.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Playboy em 3D


Gostou da foto? Então prepare-se para vê-la em 3D. Isso mesmo, a edição de junho da revista Playboy americana trará óculos que permitem enxergar as curvas da coelhinha Hope Dworaczyk em três dimensões. A novidade para o ramo impresso, visa reverter a queda nas vendas da revista, cuja circulação caiu de 3,5 milhões de exemplares em 2006 para 1,5 milhão no ano passado.


"Tentamos todo o tempo fazer coisas criativas e inovadoras para nossos leitores", explicou Theresa Hennessey, porta-voz da revista masculina. Theresa relembrou o sucesso da edição de novembro de 2009, quando a personagem do desenho animado “Os Simpsons”, Marge Simpson, realizou um ensaio fotográfico e foi capa da publicação.


Para Hugh Hefter fundador da Playboy adotar essa nova tecnologia é uma maneira de agradar seu público leitor: "O que as pessoas mais querem ver em 3D? Provavelmente, uma mulher nua", disse ele. Apesar da iniciativa, Hefter disse não ser um entusiasta do 3D. "Filmes em duas dimensões são OK para mim", contou.


Para custear os óculos encartados na revista, a "Playboy" contou com a ajuda do canal HBO, que buscava uma maneira original de promover a série "True Blood". As fotos foram tirados com equipamento especial para permitir o efeito tridimensional. Os leitores poderão ver Dworaczyk "saltar" das páginas da publicação, já na próxima sexta-feira (14-05), quando a revista chega às bancas americanas.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Google e Verizon unidos contra Apple

O gigante da internet Google está trabalhando com a operadora de telefonia Verizon no desenvolvimento de um concorrente para o iPad, revelou hoje (12-05) o Wall Street Journal. Em entrevista ao periódico, o CEO da Verizon, Lowell McAdam, disse que a empresa está analisando a possibilidade de tornar o tablet uma "grande experiência" através da inserção de arquivos do Google no aparelho. O comentário de McAdam é uma alusão ao bem-sucedido sistema de busca de livros oferecido pelo site de pesquisa.


O CEO não forneceu mais detalhes sobre este projeto conjunto, mas ambas as empresas têm acelerado colaborações indiretas nos últimos meses. Verizon tem especial destaque em suas ofertas de celular Droid modelo da Motorola, que funciona com o Android, o sistema operacional do Google. A operadora de telefonia se esforça para recuperar o atraso em relação à concorrente AT & T que hospeda a internet sem fio da Apple.

A internet 3G ainda é em grande parte um mercado para telefones. Mas aparelhos como computadores, tablet, netbooks e leitores eletrônicos estão experimentando um rápido crescimento. Com consumidores cada vez mais interessados em dispositivos sem fio, as operadoras telefônicas tentam compensar a queda de receita das chamadas de telefone com navegação em Internet ou aplicativos para softwares.





Acessibilidade Digital

Por Nicolly Ribeiro e Rodrigo Vaz

O uso da internet é cada vez mais importante como recurso para educação, governo, entretenimento, comunicação e comércio. É vital, portanto, trabalhar pelo acesso à web por todos. O público que acessa conteúdo na internet não é homogêneo. Só no Brasil, cerca de 14,5% da população é portadora de deficiência, ou seja, precisa de formas "não-convencionais" para ter acesso aos sites da internet.

A acessibilidade digital se dá através de adaptações de software ou de hardware. A idéia das tecnologias assistivas é criar ou tornar as ferramentas e páginas web acessíveis a um maior número de usuários. O público não se restringe apenas a portadores de deficiência, mas abrange também pessoas idosas, usuários de navegadores alternativos, usuários de dispositivo móvel, entre outros.

Este tipo de atitude traz também vantagens para as empresas, que ampliam seu público alvo, podendo alcançar até mesmo deficientes visuais. Além disso, ajuda a conseguir um bom posicionamento em sites como o Google, pois as descrições de imagens incluídas nos sites adaptados tornam seu conteúdo mais coerente e mais interessante para os robôs buscadores, o que melhora sua classificação.

As diretrizes para tornar um site acessível podem ser encontradas no site da W3C (World Wide Web Consortium), por exemplo, organização que visa colocar os benefícios da web à disposição de todas as pessoas, independente de seu hardware, software, infra-estrutura de rede, idioma, cultura, localização geográfica e habilidades física ou mental. Algumas boas formas de se fazer isso são:

- Usar o atributo alt para descrever a função de cada elemento visual.
- Incluir legendas e transcrições para o audio, e descrições para o vídeo.
- Utilizar texto que faça sentido fora do contexto. Evite a frase "clique aqui".
- Usar cabeçalhos, listas e uma estrutura consistente. Use CSS para layout e estilo sempre que possível.
- Tornar compreensível a leitura linha a linha. Resumir.

Ou seja, algumas decisoes simples durante o desenvolvimento dos sites podem fazer toda a diferença na hora de permitir o acesso por cada vez mais pessoas.

"O poder da web está em sua universalidade. Ser acessada por todos, independente de deficiência, é um aspecto essencial." Tim Berners-Lee, diretor do W3C e inventor da World Wide Web.

Enfim, uma comunicação para todos?

Diego Gomes e Vinícius Cunha


Com uma Constituição que prima pela diversidade e defesa das minorias marginalizadas, garantindo aos deficientes visuais os mesmos direitos garantidos à sociedade civil, era de se esperar que o acesso à informação fosse igualitário, no entanto, não é isso que acontece. A Carta Magna dedica apenas os artigos 220 a 224 à comunicação social e à liberdade de expressão. Neles são previstas condições para um acesso mais democrático aos meios de comunicação já que a grande mídia não produz conteúdo adequado a todos os grupos da sociedade.


São muitos os problemas pelos quais os deficientes visuais frente à ausência de informações. Desde a dificuldade de manuseio de embalagens a ausência de livros em braile. Algumas iniciativas amenizam o problema, como o sistema operacional DOSVOX que faz com que o PC se comunique com o usuário deficiente visual através de síntese de voz. Dessa forma quem o utiliza quebra diversas barreiras impostas pelo “mundo visual”, permitindo que essas pessoas utilizem livros, jornais, revistas e mapas, por exemplo, com maior independência.


Apesar do avanço no meio virtual, estas medidas devem se estender ao mundo físico para que a democracia, o acesso à comunicação e o direito de ir e vir não se restrinjam à grande rede - que preza pela diversidade - e se torne um sentimento comum a todo, independente de ser portador de alguma necessidade especial ou não. Certas atitudes fazem crer em uma mudança progressiva, como por exemplo, o projeto de lei do vereador Roosivel Coelho (PSDB) que institui a obrigatoriedade da escrita em braile nos supermercados de Cuiabá (MT). Quando tais medidas forem universais, se verá na prática o que a Constituição prevê no inciso IV do art. 221, que diz que o conteúdo dos meios de comunicação deve respeitar os valores sociais e éticos da pessoa.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Newsweek a venda

JORNALISMO NAS AMERICAS
Blog de Notícias



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Com Newsweek à venda, uma era se desfaz


Durante várias décadas, as revistas Time e Newsweek lutaram para definir a agenda americana de notícias. Mas com o anúncio, esta semana, de que a Washington Post Co. pretende vender a Newsweek, a era das revistas semanais parece estar chegando ao fim, analisa o New York Times. (Leia a matéria em português)

Publicada há 77 anos, a semanal vem enfrentando graves problemas financeiros: teve prejuízos de US$ 28,1 milhões em 2009, com a diminuição da publicidade e da receita com assinantes, diz o NYT. A circulação, de 3,14 milhões no começo do ano 2000, caiu para 1,97 milhão no fim de 2009. Em 2009, a Newsweek cortou funcionários e tentou se salvar publicando mais artigos de opinião e análise.

A imprensa americana apontou que as revistas semanais estão perdendo lugar num ambiente em que os assuntos são fragmentados e a internet torna as notícias ultrapassadas. "Estamos todos numa crise existencial", disse o editor da Newsweek, Jon Meacham. Mas ele disse acreditar que as semanais ainda têm um papel importante a cumprir: “Numa era em que existem tão poucos denominadores comuns em nossa cultura (...), não existem muitos outros lugares onde você tenha a oportunidade de ter uma conversa comum.” A Newsweek colocou em seu site a entrevista em que Meacham comenta a situação da revista.



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Publicado por Maira Magro at 05/07/2010 - 12:20