quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Acordo militar franco-brasileiro pode provocar corrida armamentista na América Latina

O Brasil, ao firmar parcerias com países de fora da América Latina, pode provocar uma corrida armamentista no continente sul-americano, prevê o jornal francês Le Monde. Em entrevista ao periódico, Daniel Flemes, especialista alemão em segurança, disse ainda que o acordo pode se transformar em um grande obstáculo para a colaboração mútua entre os países latinos na área de Defesa.
Na mesma reportagem, o Le Monde demonstra preocupação com o aumento de 91% nos orçamentos militares dos países sul-americanos, nos últimos cinco anos. A publicação questiona, ainda, as compras de armamentos e tanques realizadas recentemente pelo Chile, já que o país não está envolvido na guerra contra o tráfico de drogas, principal pretexto para aquisições deste porte.

Os termos do acordo

No dia 7 de setembro, Nicolas Sarkozy e Luís Inácio Lula da Silva sinalizaram a possível compra de 36 caças franceses pelas Forças Aéreas Brasileiras, num acordo estimado em R$ 8 bilhões. O negócio incluiria, ainda, a compra de submarinos e helicópteros, totalizando R$ 31 bilhões. Caso ocorra o acordo, a França pretende ajudar a desenvolver e adquirir dez aviões militares produzidos pela Embraer. O presidente francês disse em entrevista que o Brasil pode se tornar o principal parceiro do país na área militar.


por Tatiana Regadas e Natália Shimada

Golpistas de Honduras tiram rádio do ar

A Rádio Globo Honduras foi invadida e tirada do ar por ser centro de resistência contra o golpe que depôs o presidente hondurense Manuel Zelaya. Seus debates davam espaço para aliados do presidente e denunciava o governo quando outras rádios só aplaudem. Não é a primeira vez, antes os radialistas foram espancados e impedidos de trabalhar. Vale lembrar: a rádio não tem nada a ver com a nossa Globo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Reuters na ECO

Dan Williams, correspondente da Reuters, esteve na ECO na última 4ª feira (23/09), para falar sobre a cobertura jornalística no Oriente Médio.

O grande interesse e fascínio geral no assunto se devem pela violência que há, tanto que Williams disse: "If it bleeds, it leads." Segundo ele, o conflito entre Israel e Palestina "é o conflito do Oriente Médio." Tanto que há um elevado número de jornalistas estrangeiros na região, em Jerusalém por exemplo, há aproximadamente 500 . Em um território tão pequeno, há voltada uma grande atenção da mídia .

"Peace in the middle east means no war" (paz no Oriente Médio significa não ter guerra). Williams fala que muitas pessoas vão para os países da região somente por turismo, e que há tanta falta de esperança não só por parte delas mas por muitas outras em relação ao fim dos conflitos, que muitos querem a paz somente para não haver guerra.

O jornalista diz também que é informado por sistema SMS, em que inúmeras pessoas escutam rádios clandestinos e militares passando as informações. Segundo Willians, grande parte delas ganha a vida somente fazendo este trabalho, além de que não há tempo para pautas, pois, as notícias correm muito rápido, e brinca que cobrir uma guerra assim "é uma guerra cinco estrelas".

Williams falou também sobre a crise financeira que muitos jornais estão passando, mas que não alcançou as agências de notícias. Não há a necessidade de manter correspondentes na região, se há agências como a Reuters que vendem as matérias.

O correspondente finalizou falando sobre a importância dos futuros jornalistas serem concisos e escreverem com estilo e elegância. Durante 1 hora e meia os alunos puderam definitivamente ter uma idéia de como é o jornalismo em áreas de conflito.

Recado da Cristina

Aviso mais do que concernente do Seminário JPPS (Jornalismo de Politicas Públicas e Sociais, ECO/UFRJ), do Prof Evandro Ouriques

Pessoas físicas e jurídicas se reúnem, nos municípios, nas regionais, nos estados, e depois nacionalmente em Brasília, escolhem delegados e representantes, discutem e apontam propostas de políticas públicas para o governo federal. Ou seja, é um espaço de diálogo entre o poder público e a sociedade: será que é pelo seu caráter democrático que não lemos quase nada sobre elas através das grandes empresas de comunicação???
1a. Conf. Nacional de Comunicação: http://proconferencia.org.br/a-conferencia/

8ª. Conf. Nac. dos Direitos da Criança e do Adolescente: http://proconferencia.org.br/a-conferencia/

1ª. Conf. Nacional de Segurança Pública: http://www.conseg.gov.br/

Conf. Nac. de Educação: http://portal.mec.gov.br/conae/index.php?option=com_content&view=article&id=46&Itemid=57

2ª. Conferência nacional de Cultura: http://www.cultura.gov.br/site/categoria/encontros-e-foruns/conferencia-nacional-da-cultura/

2ª. Conf. Nac. de Juventude: http://www.juventude.gov.br/conferencia


Temas propícios para monografias, atenção, pessoal!

Dica da Cristina 3

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domingo, 27 de setembro de 2009

Correspondente da Reuters no seminário Jornalismo em Áreas de Conflito


“If it bleeds, leads”: sentenciou o correspondente da Reuters em Jerusalém, Dan Williams, no seminário Jornalismo em Áreas de Conflito, desenvolvido na Escola de Comunicação da UFRJ, no dia 23 de setembro.

Religião, democracia, petróleo e raça são alguns dos pontos fortes na discussão “Oriente Médio”. Williams mostrou que há uma discrepância entre o destaque dado ao conflito entre Israel e Palestina, em detrimento das notícias de outros países da região, muito mais extensos.

O jornalista atribui isso ao fenômeno “jews news”, um interesse excessivo por notícias judaicas, em que jornais de todo o mundo cobrem a região, gerando um número desproporcional de relatos, às vezes pouco importantes.

Destacou a segurança de estar em Jerusalém, “não ficamos em Gaza ou em Ramallah”, explicou. Em sua rotina, ele é constantemente informado por um sistema de SMS, sustentado por pessoas que escutam rádios licenciadas e clandestinas em busca de acontecimentos. “Cobrir uma guerra como a que eu cubro é uma posição privilegiada, é uma guerra cinco estrelas”, brinca o repórter.

A Reuters é uma das maiores agências de notícias do mundo. Segundo Williams, a clientela das agências se divide em veículos de comunicação e investidores. Estes demandam informações sobre fatores de riscos no viés econômico, enquanto os primeiros as direcionam de acordo com suas linhas políticas.

O Jornalista finalizou o seminário com algumas dicas para os futuros colegas de profissão: “Sejam concisos, com elegância e com estilo, mas sem deixarem as suas opiniões”.

Se há sangue, então há notícia

Correspondente da Reuters explica porque o Oriente Médio repercute tanto na mídia

“Depois do petróleo, a notícia é o principal produto exportado pelo Oriente Médio”. Foi com esta frase que Dan Williams, correspondente da Agência Reuters em Israel, definiu a importância da cobertura jornalística naquela área. Convidado pelo portal Comunique-se, o jornalista inglês analisou, durante seminário realizado na última quarta-feira (23/09), na Escola de Comunicação da UFRJ, os principais temas que proporcionam à região tanto espaço na mídia: petróleo, religião e guerras.

Segundo Dan, aproximadamente 500 jornalistas estrangeiros trabalham em Jerusalém, o que é de se espantar, considerando o reduzido espaço geográfico do local. “Seria uma grande surpresa se tivéssemos 80, ou até mesmo 50 correspondentes internacionais aqui no Brasil, que é um país com dimensões muito maiores”, explicou. Na opinião do jornalista, o noticiário sobre o Oriente Médio é tão interessante para as pessoas porque há um fascínio geral pela violência. “If it bleeds, leads”, ironizou Dan, citando o trocadilho que, traduzido, significa algo como “se há sangue, então há notícia”.

E causas para conflitos violentos não faltam no Oriente Médio. O fundamentalismo islâmico, que obriga o seguimento da religião muçulmana através do poder político, é algo que, para o especialista inglês, dificilmente terá um fim. Já a questão do petróleo, que tornou-se uma arma política nas negociações entre os governos, na visão dele, também é muito delicada, pois trata-se de um recurso não-renovável fundamental para o sustento mundial. Sobre a disputa territorial entre israelenses e palestinos, porém, Dan não soube dizer se, após 2 mil anos, um povo ainda pode requerer seus direitos. “Mas tudo que é relativo ao drama humano, é de interesse jornalístico”, resumiu.

Reforçando a nobreza da profissão, o correspondente fez questão de ressaltar a importância do jornalismo. “Nós, jornalistas, somos guardiões da democracia e da livre expressão. Sem nossa atividade seria muito difícil sonhar em construir sociedades melhores”, afirmou. Residente em um local seguro, fora da Faixa de Gaza, Dan se considera um privilegiado por poder trabalhar em Jerusalém. “Essa é uma guerra cinco estrelas, é um luxo poder cobri-la”, opinou. Aos risos, ele contou que a única vez que correu risco de vida foi quando esteve dentro de um tanque de guerra, que foi bombardeado por cinco horas, para fazer uma reportagem. “Não me aconteceu nada, mas até hoje minha mulher não sabe disso. Ainda bem que ela não lê o que escrevo”, brincou.